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18:54 | Zona Euro
François Hollande e Angela Merkel acertaram agulhas esta tarde em Paris, na sequência da vitória do "não" no referendo grego às propostas de acordo.
A assistência de liquidez de emergência concedida pelo Banco Central Europeu vai manter-se nos 89 mil milhões de euros. No entanto, a instituição liderada por Mario Draghi vai aumentar as restrições em relação aos colaterais exigidos aos bancos gregos.
15:00 | Zona Euro
As autoridades helénicas decidiram prolongar o encerramento dos bancos até à próxima quarta-feira, inclusive. A imposição de controlo de capitais também permanecerá em vigor até quarta-feira, com o levantamento máximo diário a continuar nos 60 euros.
17:47 | Zona Euro
Euclid Tsakalotos não pensará muito diferente de Varoufakis, mas é um homem mais reservado e convencional e, segundo alguma imprensa grega, terá sido contra a convocação do referendo, defendendo um acordo com o Eurogrupo dentro do programa de assistência que entretanto expirou.
07:16 | Zona Euro
Yanis Varoufakis, ministro grego das Finanças, apresentou a sua demissão. Num testemunho no seu blog, Varoufakis explica a sua saída pelo facto de membros do Eurogrupo preferirem a sua "ausência" dos encontros. "Uma ideia que o primeiro-ministro considera potencialmente útil para chegar a um acordo", escreve.
10:42 | Zona Euro
Yanis Varoufakis demitiu-se depois de menos de meio ano à frente do Ministério das Finanças grego. Coleccionou mais ódios do que conquistas diplomáticas, mas sai depois de uma grande vitória interna no referendo de ontem.
16:46 | Bolsa
A praça lisboeta deslizou perto de 4% numa sessão em que liderou as perdas entre as principais praças europeias num dia marcado pela incerteza em torno da Grécia. BCP, com uma queda de quase 7%, e a Galp Energia, que deslizou mais de 3,5%, foram as cotadas que mais pressionaram a bolsa nacional. Só uma cotada caiu menos de 2%.
Acções, petróleo e euro voltaram a afundar, com os investidores cada vez mais nervosos em relação às negociações com a Grécia, depois da vitória do "não" no fim-de-semana. Já os juros gregos dispararam.
12:22 | Zona Euro
O vice-presidente da Comissão Europeia disse esta segunda-feira que a vitória do "não" tornou mais complicado o contexto para as negociações do que poderá ser um terceiro resgate para a Grécia. Garante que a estabilidade da Zona Euro, e de países como Portugal, está assegurada.
Depois do referendo na Grécia que deu a vitória ao "não", "cada uma das partes vai ter de criar margem política para chegar a um acordo", comenta Helena Garrido, directora do Negócios. É que sem financiamentos e sem empréstimos, restará à Grécia a ajuda humanitária e poderemos assistir "a coisas muito piores do que a austeridade".
14:38 | Bolsa
As principais praças bolsistas norte-americanas iniciaram a semana em queda depois de este domingo o “não” ter vencido o referendo grego, um resultado que eleva o clima de incerteza em torno do futuro da Grécia.
01:25 | Economia
Oito horas antes do encerramento das urnas, uma apoiante do "sim" antecipava os resultados e explicava porquê: a campanha do 'sim' foi racional e os gregos são emotivos. Clara vitória do 'não' encheu a praça Syntagma de pessoas que acreditam que as coisas não podem piorar. "Agora é a vossa vez", dizem.
01:44 | Bolsa
O "não" ganhou o referendo na Grécia com mais de 61%, sendo que agora desenham-se os cenários. A resposta do BCE aos resultados é, quase unanimemente, mais importante. Os mercados irão prestar atenção a isso mesmo, mas nada deverá evitar o impacto negativo no início da semana.
17:02 | Transportes
Nos próximos cinco anos a empresa que resultou da fusão da Estradas de Portugal com a Refer vai realizar 802 intervenções na rede ferroviária nacional. A maior fatia do investimento destina-se à reabilitação das vias.
05 de Julho | Bolsa
O índice de Shanghai caiu mais de 12% na última semana e entrou mesmo em "mercado urso". Desempenhos que levaram as autoridades do país a decretarem uma série de medidas, de modo a prevenirem uma continuação das fortes quedas. Ainda assim, os especialistas não acreditam que o efeito seja duradouro.
A Cabot Square está na corrida ao banco electrónico do BCP. A gestora de "private equity" britânica poderá ser uma das três entidades convidadas a fazerem ofertas finais para o ActivoBank. Também CTT e Atlântico são apontados como favoritos.
01:55 | Bolsa
A oferta pública de troca lançada pela Semapa sobre as suas acções, começa esta segunda-feira, 6 de Julho. Os investidores têm três semanas para decidir se aceitam, ou não, trocar as acções por títulos da Portucel.
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A Parparticipadas, sociedades que herdou as participações financeiras do BPN , recebeu três ofertas vinculativas para a compra do Banco Efisa. Em comunicado, a entidade adianta que recebeu ainda cinco ofertas não vinculativas.
Após um semestre de altos e baixos, os mercados entraram num período de semelhantes incertezas. A Grécia é ainda um factor-chave, dizem os analistas, ao passo que a subida dos juros nos EUA também deverá centrar as atenções. Apesar dos riscos, as acções europeias continuam a ser uma oportunidade e o dólar deverá valorizar.
A Apple estreou a sua mais recente aposta no mercado da música digital. Um serviço por subscrição que além de disponibilizar milhões de faixas, também tem emissões de rádio 24 horas por dia e uma rede social integrada.
Discreto, bem-humorado, amigo, um líder. É assim que o recordam muitos dos que trabalharam com o presidente do Banco Popular. Com uma longa carreira na banca, Rui Semedo morreu sexta-feira com 57 anos.
Os bancos propõem a contratação de produtos para reduzir o spread. Mas, em alguns casos, o consumidor fica com um conjunto de encargos mais elevados.
A semana continuará a ser marcada pelos desenvolvimentos na Grécia. Mas os investidores vão estar também atentos à política monetária dos bancos centrais, às previsões económicas do FMI, ao acordo nuclear com o Irão e aos "ratings".
Numa altura em que as taxas de juro continuam em níveis historicamente baixos, os investidores precisam de assumir riscos para terem retornos. E ainda há valor nas acções, acredita Neil Dwane, da Allianz Global Investors.
Editorial
  • Helena Garrido
    Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis tiraram o povo grego do resgate financeiro, não da austeridade. Atiraram o povo grego para uma muito provável ajuda humanitária, para a falta de dinheiro e de bens essenciais. Tempos ainda mais difíceis esperam, infelizmente, o povo grego.
  • Celso Filipe
    A nova PT, detida desde 2 de Junho pelos franceses da Altice, tem um poder enorme sobre os fornecedores. Uma situação que herdou da anterior PT, à volta da qual floresceram muitas empresas prestadoras de serviços.
  • Helena Garrido
    Rostos desesperados. Pensionistas modestos com senhas nas mãos aglomeravam-se pela manhã na quarta-feira, 1 de Julho, à porta dos bancos que abriram na Grécia. As imagens estão por todo o mundo. Gritam mais alto do que todas as palavras do discurso de Alexis Tsipras a falar em humilhações. O Syriza está a usar o seu povo como uma peça do seu jogo. Este foi o ponto a que chegou a Grécia. E a Zona Euro.
00:01 | Transportes
O caso do Metro Sul do Tejo é o que levanta maiores sinais de alerta pelo Tribunal de Contas. A concessão custa oito milhões de euros aos cofres públicos. A renegociação do contrato está parada desde 2012.
10:21 | Indústria
Poucos dias depois de Warren East assumir o cargo de CEO da marca, a Rolls-Royce revê em baixa, pela terceira vez num ano, as estimativas de lucro.
05 de Julho | Obrigações
Porto e Sporting recorreram aos sócios, adeptos e pequenos investidores para obterem financiamento. Pagaram, ambos, juros inferiores às emissões anteriores, mas é o Benfica quem dá, agora, a taxa mais baixa de sempre. Paga 4,75%.
00:01 | Autarquias
Empresa que tem como gerente Luís Rebelo recebeu um ajuste directo de 33.600 euros da câmara do Porto. Rebelo foi o número 10 da lista de Rui Moreira nas autárquicas e criou a empresa dois meses antes. Autarquia nega que haja favorecimento.
00:01 | Economia
O economista Ricardo Paes Mamede diz que Portugal deve estar preparado para uma saída do euro. Com o país inserido na moeda única, não vê futuro que não passe pela “destruição dos direitos sociais, desvalorização dos salários e desregulação cada vez maior das relações de trabalho”.
economistas Em colaboração com Project Syndicate
  • A inflação vai aumentar no próximo ano. O mercado de trabalho está mais ajustado: a taxa de desemprego baixou para 5,4%, o desemprego de curta duração (um indicador-chave da pressão inflacionária) caiu para 3,8% e a taxa de desemprego entre graduados universitários é de apenas 2,7%.
  • Apesar da oposição oficial dos Estados Unidos e do Japão, 57 países optaram por estar entre os membros fundadores do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (AIIB), liderado pela China. Independentemente daquilo que os opositores acreditam, esta mudança notável nos acontecimentos pode apenas beneficiar a governança económica mundial.
  • Pela primeira vez desde há anos, parece reinar uma dose saudável de otimismo. A economia global – à exceção de alguns pontos problemáticos – está finalmente a ultrapassar a crise financeira. Os avanços tecnológicos colocaram as energias renováveis em pé de igualdade com os combustíveis fósseis.
  • A crise grega é uma tragédia para o país e um perigo para a economia mundial.
  • O Primeiro-Ministro Chinês, Li Keqiang, referiu-se recentemente à criação de emprego como sendo um ponto fundamental para o "objetivo principal de crescimento com estabilidade" do seu país. O seu comentário não poderia ser mais acertado.
00:01 | Energia
O aumento da eficiência energética e a crise económica e financeira ajudaram à queda do consumo. Esta descida atirou a dependência do exterior para um novo mínimo, com a produção de renováveis a subir.
05 de Julho | PME
A Estialiving, que opera com a marca Bella Vida, vai inaugurar a unidade em 2016. Um dos objectivos é captar utentes estrangeiros.
05 de Julho | Transportes
Depois das quebras registadas com as paralisações dos trabalhadores portuários entre 2012 e 2014, o porto da capital viu aumentar em 6,4% os contentores movimentados nos primeiros cinco meses deste ano.
dossier Weekend
TAP: O primeiro dono privado
Muito antes de Humberto Pedrosa e David Neeleman, a TAP teve accionistas privados. O primeiro foi António de Medeiros e Almeida. Entre 1955 e 1960, o milionário português controlou 50% do capital da companhia, que depois trocou pela SATA. Pelo caminho, teve conversas com Salazar para ser presidente da TAP.
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Segunda-feira
Julho 2015