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Fintech

As “fintech” e a evolução do mercado

O valor do investimento global em “fintech” cresceu 75% para 22,3 mil milhões de dólares.
As “fintech” e a evolução do mercado
Empresas de capital de risco, "private equity", corporações e um vasto número de outros "players" a nível global "têm investido uma quantia sem precedentes em ‘fintech’, start-ups de tecnologia na área financeira". A conclusão surge num estudo recente da Accenture segundo o qual, "desde 2010, foram investidos mais de 50 mil milhões de dólares em quase 2.500 empresas, à medida que estas start-ups redefinem a forma como se guarda, poupa, empresta, investe, move, gasta e protege o dinheiro".

As "fintech" continuam a ser assunto de destaque nos media em todo o mundo, mas "há sinais de que o mercado está a atingir o próximo nível de maturidade e a entrar já no ‘mainstream’" diz a Accenture. Este relatório analisa as últimas tendências globais das "fintech", discute os desafios e oportunidades que estas empresas representam para a banca e analisa de que forma Google, Apple, Facebook, Amazon e Alibaba (GAFAA) estão a redefinir o panorama e a penetração das plataformas tecnológicas.

Entre as suas principais conclusões, fica a ideia de que para vencerem na era digital os bancos devem ter a capacidade de construir um conjunto de estratégias eficazes e fortes, de modo a permanecerem relevantes e resistirem ao ritmo da mudança.

Nesse sentido, a Accenture apresenta algumas ideias a ter em conta neste seu estudo:

A curto prazo: os bancos devem começar a procurar formas concretas de melhorar os seus modelos de negócio, investindo em tecnologias que sejam facilmente adoptáveis por toda a indústria;

A médio prazo: o sector terá benefícios com o desenvolvimento de um programa multi-investimento e de adopção. Os bancos devem estar mais próximos da vida digital dos seus clientes, incorporando no núcleo da sua estratégia corporativa um pensamento centrado no cliente, juntamente com as competências certas em todos os níveis da organização;

A longo prazo: a banca terá de pensar como expandir a sua rede para desenvolver um ecossistema de serviços focado nos seus clientes. Terá de desafiar os seus próprios modelos de negócio, tornar-se mais relevante para os clientes e ter acesso a fontes de rendimento maiores e de longo prazo.

A análise dos possíveis cenários e a gestão dos riscos de execução podem parecer um desafio, mas a consultora diz acreditar que, por enquanto, os bancos tradicionais "continuam a ter uma posição forte para influenciar e determinar o seu próprio destino". A actual onda de inovação disruptiva "será vista dentro de cinco anos como tendo proporcionado serviços bancários mais seguros, transparentes, eficientes e abertos aos consumidores, empresas e outras partes envolvidas no mercado".

Diz a Accenture que as "fintech" "não estão a surgir como a principal ameaça competitiva para a maioria das áreas da banca". Os "players" do sector que conseguirem avaliar, adaptar e adoptar essas novas tecnologias mais rapidamente "estarão mais bem posicionados para alcançar a posição desejada na nova estrutura da indústria".

Embora este seja um estudo mundial, em Portugal a realidade não anda muito longe do que aqui foi apresentado. Emanuel Agostinho, managing director da Accenture Strategy, explicou que, em matéria de "fintech", temos de entender duas realidades: "As concorrentes, que procuram concorrer com os bancos e outros ‘players’ estabelecidos, e as colaborativas, que complementam e adicionam valor ao modelo de negócio dos bancos." No mercado português, "começa a haver uma penetração de ‘fintech’ colaborativas com algum significado".

O mesmo responsável recorda que, em Portugal, "não temos estado na vanguarda do fenómeno" "fintech" "muito pela dimensão do mercado interno".

No que diz respeito aos grandes factores disruptivos nesta área, Emanuel Agostinho aponta "a utilização de tecnologias inovadoras e a sua aplicação à resolução de problemas dos bancos". Na realidade, as "fintech" "têm trazido na sua componente de competição uma dimensão de luta pelas preferências dos consumidores".

Para responder aos desafios que este tipo de organizações coloca, os bancos portugueses "têm estabelecido parcerias com ‘fintech’ colaborativas muito na lógica de benefício ao seu modelo de negócio tradicional, por exemplo, para eficiência de processos administrativos ou para facilitação de tratamento de informação". O responsável da Accenture recorda ainda que, "nos últimos meses, têm começado a explorar temas mais ligados a novos produtos e serviços".

A longo prazo, esta é uma realidade que "trará alterações à forma como os serviços financeiros são prestados aos cidadãos e às empresas, possibilitando o aparecimento de novos produtos e de novas formas de aceder àqueles que já existem", defende ainda Emanuel Agostinho.
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