Gestão & Administração “Hackathons”: promover inovação nas empresas não tem uma receita única
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“Hackathons”: promover inovação nas empresas não tem uma receita única

Numa área tão competitiva como a das tecnologias de informação, diversificar estratégias para cativar e reter recursos é fundamental. Se puderem ser um gatilho para a inovação, melhor ainda. O que deve saber se quiser fazer um “hackathon” na sua empresa?
“Hackathons”: promover inovação nas empresas não tem uma receita única
A criatividade e o talento são cada vez mais reconhecidos como ingredientes-chave no sucesso de uma organização, e a generalidade das empresas tem o tema na agenda e uma estratégia na manga, ou várias. No campo das acções mais informais, os "hackathons" são um dos recursos cada vez mais usados para fomentar o contacto entre colaboradores, a criatividade e o desenvolvimento de novos produtos.

São maratonas de programação nas quais se convertem ideias em protótipos, que, de tão frequentes que são em algumas empresas, pode quase dizer-se que fazem parte do seu ADN. Google ou Facebook são alguns exemplos de companhias que recorrem com insistência ao formato, para estimular o pensamento criativo dos seus engenheiros, envolvê-los ainda mais no processo criativo de novas funcionalidades, aplicações ou serviços e, pelo caminho, estimular o espírito de equipa.

É por envolver os participantes a vários níveis e conseguir um impacto que pode ir muito além de uma boa ideia que o conceito se popularizou, e hoje é usado por empresas e organizações de diversas dimensões e com os mais variados objectivos. Afirmou-se como um mecanismo que ajuda a colocar um foco nos resultados de curto prazo, um caminho para descobrir várias soluções para o mesmo problema e uma poderosa ferramenta de "team building".

É uma via para promover a troca de ideias entre pessoas com diferentes percepções de determinada realidade, que se dispõem a alinhar estratégias e a cooperar entre si para superar objectivos e alcançar um resultado que deve seguir alguns princípios, para conduzir aos resultados desejados.

Para começar, um "hackathon" deve ser um desafio cativante para o público a que se dirige e, para isso, transformá-lo numa oportunidade para resolver problemas do dia-a-dia, da empresa ou do mundo pode ser um bom enquadramento. O âmbito do desafio pode, a partir daí, ser mais ou menos abrangente.

Muitas empresas fazem "hackathons" com objectivos específicos. O Facebook, por exemplo, criou um para desenvolver o botão "gosto" e também foi assim que deu forma a várias outras funcionalidades ligadas à sua rede social. Outras empresas preferem abrir o leque e balizar só com alguns temas ou áreas o campo de acção de quem aceita competir.

Em qualquer dos casos é importante que o desafio seja claro e que as ferramentas a usar (plataforma, API, etc.) sejam estáveis e robustas, para serem um facilitador e não um problema na materialização da ideia.

Este tipo de maratonas pode durar vários dias (um fim-de-semana, por exemplo) e por isso é importante que o espaço seja confortável, tenha condições e seja descontraído, favorecendo a interacção. Quando chega a hora de avaliar resultados, os critérios de análise devem ser objectivos e conhecidos por todos, para não defraudar expectativas.

Os prémios serão provavelmente a parte menos importante do desafio, se as restantes componentes forem tão aliciantes como se pretende que sejam, mas são mais um incentivo para alcançar o melhor resultado e, como tal, também são importantes. Podem traduzir-se numa recompensa monetária, ou noutro tipo de gratificação.

Se a sua empresa está decidida a lançar um desafio deste género deve ainda colocar outra questão: devo direccionar o desafio apenas para colaboradores ou abrir portas a quem está fora da empresa? É uma estratégia que muitas organizações estão a usar, integrando-a nas suas políticas de recrutamento de forma mais ou menos directa, porque permite ver em acção perfis de interesse. Ou simplesmente para ter contacto com novas formas de olhar para um mesmo problema e com isso procurar inspiração para novos projectos e soluções. Em qualquer um dos casos, os "hackathons" são um recurso pouco dispendioso e que tem demonstrado resultados interessantes. Numa altura em que os desafios da transformação digital aguçam a procura de soluções inovadoras e requerem equipas unidas e motivadas, pode estar na hora de a sua empresa experimentar.
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