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O desafio da nuvem

Levar serviços e aplicações para a nuvem está nos planos da generalidade dos gestores, mas a forma como o investimento é feito pode ser determinante para o seu sucesso.
O desafio da nuvem
A "cloud" (ou nuvem) veio para ficar. Trocar o esforço de comprar e gerir sistemas informáticos cada vez mais complexos pela aquisição de serviços, fornecidos à medida das necessidades, com garantias de segurança, escalabilidade, flexibilidade e fiabilidade, tornou-se uma decisão quase óbvia para a generalidade das empresas. Mas que nem por isso é simples.

Há muito que as premissas da "cloud" se começaram a impor. Os serviços de correio electrónico, as aplicações online para armazenamento de fotos, partilha de vídeos ou de documentos tornaram o conceito familiar a qualquer utilizador de internet, mesmo que não lhe conheça o nome. Nas empresas, os serviços alojados na nuvem entraram com o mesmo à-vontade. Simplificaram o planeamento e o custo de desenvolvimento de novas aplicações ou serviços e reduziram brutalmente as necessidades de investimento em hardware.

Mas, à medida que a oferta se tem expandido e a complexidade do IT tem aumentado, a abordagem empresarial à "cloud" foi ganhando nuances e deve ser ponderada considerando vários aspectos, de forma a garantir que os resultados do investimento são os melhores possíveis. O centro de debate está no tipo de "cloud" que mais interessa a cada negócio: pública, privada ou híbrida, sendo que esta última opção tem ganho cada vez mais adeptos.

Na "cloud" pública estão os serviços geridos à distância por um fornecedor, que assume toda a responsabilidade pela gestão da infra-estrutura, pela sua protecção e fiabilidade. É a forma mais económica de aderir ao conceito, porque a empresa que fornece o serviço usa a mesma infra-estrutura para servir todos os clientes e quem usa beneficia das economias de escala.

É também o modelo mais dinâmico e mais flexível para responder a necessidades rápidas de crescimento, como seja o lançamento de uma aplicação que hoje tem 100 utilizadores e numa semana chega a 100 mil, mas não é necessariamente o mais indicado em todas as situações.

Por princípio ou por imposição legal, para muitas empresas, fazer circular informação confidencial por terceiros, sem controlo, e estar à mercê dos níveis de desempenho que o prestador de serviço fornecer não é uma opção e nesses casos recorrer a uma "cloud" privada apresenta-se como a melhor opção.

O conceito de virtualização de recursos, ligados a uma rede e orquestrados para funcionarem de forma dinâmica, mantém-se, mas toda a informação enviada para a nuvem é alojada num centro de dados que está sob controlo e gestão da organização, que é também quem define níveis de segurança e personaliza a infra-estrutura, em face das suas necessidades concretas.

Esta "cloud" privada pode estar dentro ou fora de portas (sendo nesse caso operada por um fornecedor de serviços), mas em ambos os cenários a infra-estrutura está dedicada às necessidades daquele cliente.

A "cloud" híbrida é uma opção intermédia, que tem vindo a ganhar popularidade e que procura juntar o melhor de dois mundos. Dá às empresas a possibilidade de manterem um acesso e uma gestão controladas dos seus dados mais críticos e acrescenta-lhe a flexibilidade e a escalabilidade de uma nuvem pública. Aí a empresa pode manter ou ir colocando a informação não crítica, equilibrando custos, já que a infra-estrutura remota partilhada é menos dispendiosa.

Na hora de decidir, um princípio importante é alinhar o investimento com as necessidades do negócio. Identificar áreas, necessidades concretas de cada uma delas, criticidade da informação envolvida, potencial de crescimento das necessidades, disponibilidade de recursos internos para gerir infra-estruturas, entre outros.

Perante as conclusões, será mais fácil decidir que tipo de abordagem à "cloud" faz mais sentido em cada caso, do ERP ao CRM, passando pelo BI ou pelo desenvolvimento de aplicações, por exemplo.

Tradicionalmente, a "cloud" privada é um recurso mais usado por empresas com alguma dimensão, com necessidades de desempenho elevadas e sujeitas a uma regulação rigorosa ao nível da protecção de dados, mas o mercado está a mudar. Há cada vez mais ofertas e perfis empresariais cada vez mais heterogéneos.

Qualquer que seja o caso, certo é que o caminho para a "cloud" será sempre mais fácil de fazer para empresas recentes, sem sistemas "legacy" para converter ou compatibilizar com os novos modelos. Mesmo assim, todas as previsões indicam que o caminho da nuvem é inevitável e que as "clouds" híbridas ganharão cada vez mais destaque.

No Futurescape Worldwide Cloud 2017, a IDC estima que em 2020 mais de quatro quintos das empresas a nível global (85%) vão estar a usar ou a desenvolver arquiteturas multicloud.
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