Transformação Digital “Quanto mais digitais forem os processos, menos susceptíveis de erro serão”
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Processos

“Quanto mais digitais forem os processos, menos susceptíveis de erro serão”

A dona de marcas como o óleo Fula ou o azeite Oliveira da Serra está a digitalizar o negócio, dos campos às actividades mais banais de tesouraria, para maximizar todas as oportunidades de se tornar mais competitiva.
“Quanto mais digitais forem os processos, menos susceptíveis de erro serão”
A agricultura e a indústria são sectores tradicionais, mas estão entre os que mais podem beneficiar de tecnologias de ponta para dar eficiência à operação e em muitos casos isso está já a acontecer. A Sovena é um exemplo. A transformação digital do grupo é transversal. Vai dos processos internos mais simples às raízes do negócio: o olival.

Em 10 mil hectares de olival, a empresa faz hoje uma gestão centralizada do processo de irrigação, recorrendo a programadores de rega conectáveis dispersos por toda a produção. Tiram partido dos dados recolhidos por um conjunto de sondas de solo, através de cartões de dados, que fornecem indicações sobre "humidade a diferentes níveis de profundidade, índices de salinidade e temperatura do solo, um dos ‘inputs’ para o cálculo automático dos processos de rega e adubagem", explica Frederico Macias, CIO do grupo. O processo funciona de forma automática, recorrendo a tecnologias de "machine-to-machine".

A solução "surgiu numa altura em que a complexidade do processo de planeamento, gestão e carregamento de dados relativamente à rega e adubagem da nossa área de olival se começou a tornar demasiado difícil e susceptível de erro", explica o responsável. A resposta encontrada minimizou falhas, mas também garantiu poupanças assinaláveis, em linha com a estratégia de sustentabilidade do grupo. Reduziu a factura energética entre 20 a 30%, trouxe ganhos de produtividade, reduziu o consumo de água e os danos nas culturas, provocados por falta ou excesso de água e pelo aparecimento de pragas e doenças.

"Além da extensão a toda a área plantada, estamos já a utilizar parte destes dados para os modelos preditivos que temos desenvolvido com recurso a tecnologias de ‘big data’", acrescenta Frederico Macias.

O objectivo é antecipar cada vez mais e melhor a quantidade das colheitas. "Em negócios nos quais os movimentos de oferta e procura são muito fortes e em que a volatilidade dos preços é elevada, toda e qualquer capacidade de antecipar tendências é uma vantagem competitiva única", acrescenta o CIO, embora admita que esta é uma área de investimento na qual, dada a complexidade, os frutos não são imediatos.

Exportar para 70 países num mercado pressionado pela concorrência

A par dos esforços para melhorar a capacidade preditiva do grupo, a estratégia de transformação digital da Sovena está focada nos ganhos de eficiência interna.
Uma matriz industrial forte, e uma cadeia de abastecimento complexa e geograficamente abrangente são os ingredientes que o grupo identifica como determinantes para manter o foco neste objectivo.

"Os projectos mais arrojados que temos feito procuram optimizar a nossa eficiência interna, desde a forma como gerimos os nossos processos de gestão de risco, passando pela forma como gerimos as actividades de tesouraria até ao simples processo de efectuar o ‘pricing’ para apresentar uma cotação a um cliente", detalha Frederico Macias. "Quanto mais digitais forem os processos, menos susceptíveis de erro serão", sublinha.

Na prática, isto significa consolidar infra-estruturas e alinhar o ritmo de uma operação que se dispersa hoje por sete geografias e que exporta para 70 países, preparando-a para a adopção de soluções a nível global, de onde podem surgir os maiores ganhos de eficiência.

O homem que conduz a estratégia admite que, do ponto de vista tecnológico, os desafios são grandes, mas diz que é no âmbito cultural que a gestão da mudança assume uma criticidade maior. "Para consolidar todas estas visões e expectativas é necessário adoptar um plano estratégico comum e desenvolver iniciativas globais. O papel do IT nestes processos é tentar gerar consensos e aproximar as geografias envolvidas", remata.
Portugal, Espanha, EUA, Brasil, Angola, Tunísia, Marrocos, Chile e Hong Kong são hoje os principais mercados da Sovena que, além da Oliveira da Serra, gere marcas como Andorinha, Fula, Clarim ou Vêgê, entre outras.

Estratégia a curto prazo

A curto prazo, a estratégia de transformação digital da Sovena vai estar focada no desenvolvimento e implementação de ferramentas que permitam automatizar análises de gestão, com diferentes vertentes de negócio, e de ferramentas de gestão de risco que cruzem dados de mercado com dados operacionais, de forma cada vez mais automática e ágil.



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