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Transformação digital: estará Portugal a trilhar bons caminhos?

Um estudo da Comissão Europeia aponta as linhas fortes, as fraquezas e deixa ainda alguns bons exemplos neste campo em território nacional.
Transformação digital: estará Portugal a trilhar bons caminhos?

O desempenho português no âmbito da transformação digital mostra uma clara variação, com pontos de alta performance e outros bem mais baixos. A conclusão surge no "Digital Transformation Scoreboard", realizado pela Comissão Europeia e no qual se analisa o processo de transformação digital nos vários Estados-membros e se apontam caminhos a seguir. 

 

Assim sendo, Portugal apresenta bons resultados no que toca à definição de uma cultura empresarial neste campo e ao nível do desenvolvimento de uma infra-estrutura digital. O país também mostra "um desempenho consolidado na integração de tecnologia digital e na e-liderança".

 

Na realidade, a forte actuação de Portugal no âmbito da cultura empresarial "baseia-se no grande interesse dos portugueses em trabalhar por conta própria e na necessidade de criação de uma empresa própria".

Já a boa infra-estrutura digital de Portugal "baseia-se numa sólida e assertiva utilização das soluções de software TIC por parte das empresas e numa boa utilização de ligações de banda larga fixa".

 

Pelo contrário, o país tem ainda falhas e desafios a ultrapassar em áreas como o investimento e no acesso ao financiamento, bem como "no que diz respeito à disponibilização de profissionais com competências digitais".

 

Na realidade, o Scoreboard da CE refere que "o desempenho de Portugal na oferta e na procura de competências digitais poderia ser significativamente melhorado". Os dados mostram que um número substancial de empresas se deparou com problemas "na contratação de especialistas em TIC". Além disso, os esforços devem ser intensificados no aumento de aplicações de patentes de alta tecnologia.
Finalmente, o país apresenta um desempenho bastante fraco no investimento privado em I&D, sendo que o
Scoreboard adianta ainda que "o desempenho de Portugal nas start-ups de TIC é bastante fraco".

 

Comparação com outros membros da UE

 

Em comparação com outros Estados-membros da UE, ainda assim, Portugal "é superior à média em três das sete dimensões". Em particular, Portugal destaca-se na cultura empresarial, com cerca de 25% mais do que a média da UE. Além disso, o país apresenta um bom desempenho ao nível da infra-estrutura digital e também da integração da tecnologia digital em comparação com os seus parceiros europeus.

 

Apesar do elevado desempenho de Portugal na cultura empresarial, a sua pontuação em TIC, start-ups e e-liderança "está abaixo da média da UE". Os dados indicam que os maiores desafios de Portugal residem na oferta e na procura de competências digitais, situando-se 26% abaixo da média da UE.

Duas boas iniciativas em Portugal

StartUP Portugal

Em 2016, foi lançado o plano StartUP Portugal destinado a impulsionar o empreendedorismo e que merece destaque por parte do Scoreboard da UE. Desenvolvido como sendo uma estratégia a quatro anos, este plano visa ajudar na criação e sustentabilidade de empresas inovadoras.
Além disso, o seu objectivo passa também por atrair novas empresas internacionais e assegurar a sua instalação em Portugal a longo prazo. O programa é formado por 15 medidas divididas em três pilares: ecossistema, financiamento e internacionalização.
As medidas terão como propósito atrair investidores privados através do contacto entre fundos públicos e "business angels" ou empresas de capital de risco.
O plano apoiará, nomeadamente, a presença de empresas em fase de arranque em eventos e feiras de tecnologia. 


Call Indústria 4.0

Trata-se de um programa de investimento em capital de risco cuja finalidade passa por modernizar as empresas industriais portuguesas, apoiando a criação de novas organizações nos domínios da Indústria 4.0.
A iniciativa visa fomentar o desenvolvimento de projectos em diferentes áreas do conhecimento sendo que os projectos elegíveis devem ser promovidos por empresas em fase de arranque (isto é, empresas até aos 3 anos de idade).

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