Europa Espanha: "A solução chama-se euro e União Europeia"

Espanha: "A solução chama-se euro e União Europeia"

O Executivo espanhol diz que não está só, que tem um projecto por detrás, que é a União Europeia. E que a solução para sair da crise passa precisamente por aí.
Negócios 01 de junho de 2012 às 14:40
"Estamos a proceder a reformas, estamos a sanear o sector bancário e público, e isso fará, de par com outras reformas estruturais, crescer, criar emprego e sair da crise, com uma Europa integrada", declarou o ministro espanhol do Orçamento, Cristóbal Montoro, citado pelo "El País".

Segundo o ministro, "a União Europeia responderá como sempre respondeu" e "há que fortalecer e reforçar o euro". "A solução chama-se euro e União Europeia", sublinhou.

Montoro referiu também que o governo nunca disse que ia aumentar o IVA e negou que Espanha esteja a pressionar o Executivo de Mariano Rajoy para o fazer. "Europa não exigiu que Espanha subisse o IVA. O documento de avaliação da Comissão Europeia diz outras coisas mais interessantes, que são as que vamos estudar".

"Entre os nossos objectivos não está a flexibilização do défice nem a subida do IVA. São possibilidades que estão no ar. Trabalho com contas. Tudo o demais eu respeito, mas não existe enquanto não estiver escrito nos documentos", adiantou, citado pelo "Expansión".

Sobre se Espanha poderá ser intervencionada, à semelhança do que já aconteceu com a Irlanda, Grécia e Portugal, Montoro asseverou que não. "Temos a certeza que Espanha não será alvo de intervenção, porque somos um país grande, internacionalizado, com fortes intersecções económicas. O problema é a dívida que acumulámos. Mas quem são os detentores dessa dívida? É aí que quero chegar. Eles querem garantir o reembolso da totalidade da dívida e são os principais interessados em que saiamos da crise".



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comentários mais recentes
Anónimo 02.06.2012

tambem a italia e grande..

Anónimo 01.06.2012

Ó José os alemães estão-se marimbando para aquilo que diz...se os tugas que utilizam este espaço para comentar e trocar ideias estão borrifando, mais outro que pensa que é o profeta da verdade como o Mr Pontes, chiça sai um louco entram logo 10 ou 20 de seguida!!

Anónimo 01.06.2012

José Amorim...quem és?
Donde vens?
Para onde vais?

José Amorim 01.06.2012

VISTOS, PORTUGAL PERDEU MAIS UMA VEZ A OPORTUNIDADE DE SER INOVADOR NA EUROPA. PORÉM; OS ALEMÃES BEBERAM DAS MINHAS PROPOSTAS E TODOS OS BANCOS PORTUGESES JÁ TINHAM CONHECIMENTO DESTA IDEIA. POR ISSO, A IDEIA PAGA DIREITOS DE AUTOR…SAIBAM AO MENOS OS PORTUGUESES REIVINDICAR!..


Em Junho de 2011, disse a propósito:

Venho por este meio, expor as ideias que me propus apresentar. Assim,
começo por esta: O problema maior do mundo globalizado é, a diferença
de custos de produção entre continentes. Com isso, veio a exigência de
trabalho acelerado para dar resposta a um desequilíbrio, com evidente
prejuízo para os povos cujos níveis de vida eram/são, mais adequados a
uma sociedade próspera. Por muito competitivos que sejamos, nunca
conseguiremos. Assim, a única forma de os trazer até nós, e não o
contrário, é estabelecer uma margem de comercialização máxima, para que a livre concorrência funcione, «exemplo, uma importação,
seja do que for, só poderá chegar ao consumidor final, por, X». Assim,
um produto, custa 10,00 euros, preço máximo para consumidor final, «
mais 130% = 23,00 euros. Isto para permitir ganhos a dois ou
três intervenientes pode ser mais e pode ser menos». Mas o que é aqui
mais importante é o fundamento deste raciocínio! - Sabemos que o que
motiva as empresas a se deslocarem para essas bandas é,
competitividade/ custo final dos produtos, de forma a responderem às exigências dos mercados retalhistas, aí sim, é que está o grande
problema da globalização. Pois compram por 10 e vendem por
30,40,200,1000. Invocam que são os mercados que os obrigam a isso, mas
é mentira. Sabendo que é isto que acontece, o único antídoto é, importação, X, mais máximo de X = Y. Agora vejamos, um produto custa
0,50, regra geral, aparece no Mercado venda final a 3,00 euros, ou
mais». Há aqui um ganho enorme impossível de haver concorrência, Mas,
se utilizar este princípio, só poderia vender por 1,15 euros
máximo. Agora acompanhem o meu raciocínio, o mesmo produto produzido em Portugal ou em qualquer parte da Europa, custa na fábrica 5,00 euros, terá a margem que quiser, mas, se lhe aplicar a mesma
percentagem, =11,50 euros, ganha 6,50 euros, contra os-0,65 euros. Este
exemplo explicaria o motivo da debandada e consequente regresso às
nossas economias. Claro que os senhores retalhistas e também alguns
industriais se atirariam às cordas!.. Mas a selvajaria era degolada. A
globalização ganharia o equilíbrio que colocaria os mercados em pé de
igualdade concorrencial, depois, quem quiser que se aproxime e não o
contrário. Por aqui estamos conversados, agora vamos à questão
financeira, antes de mais, lembro que se aplicarmos este princípio à
nossa agricultura, rapidamente seríamos auto-suficientes. Ver a forma
escandalosa como os nossos agricultores, é tosquiado».

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