Ajuda Externa FMI: Bancos têm de se esforçar mais por reestruturar dívidas das empresas

FMI: Bancos têm de se esforçar mais por reestruturar dívidas das empresas

O elevado endividamento privado, em particular o empresarial, é um dos principais entraves ao crescimento de médio e longo prazo. Os bancos precisam de se esforçar mais por reestruturar dívidas. O Banco de Portugal e o BCE devem pressionar mais os bancos, defende o FMI.
FMI: Bancos têm de se esforçar mais por reestruturar dívidas das empresas
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Rui Peres Jorge 17 de março de 2015 às 15:05

Portugal tem um dos sectores empresariais mais endividados da Zona Euro e tem de lidar com o problema o quanto antes. Isto se quiser tirar proveitos das lições de crises anteriores no mundo inteiro, que mostram que este é um dos maiores entraves ao investimento e ao crescimento no médio e longo prazo. Uma aceleração da redução do endividamento empresarial exige actuação a vários níveis, com o FMI a deixar recomendações para os bancos, mas também para as autoridades.

 

Na declaração que conclui a visita ao abrigo do artigo IV do FMI – que determina uma análise anual às economias dos Estados-membros – os economistas da instituição reconhecem que "o ritmo de desalavancagem empresarial acelerou em 2014", mas acrescentam logo de seguida que "o nível agregado de dívida permanece excessivo" e que "não é claro que as empresas demasiado endividadas estejam na linha da frente do processo de desalavancagem". Assim, o FMI deixa recomendações às instituições financeiras e ao Banco de Portugal.

 

"Os bancos deveriam aproveitar o actual ambiente positivo em termos económicos e financeiros para lidar com a ressaca da dívida empresarial de forma mais ambiciosa. Deveriam aumentar o capital, aumentar o provisionamento e acelerar o ritmo de assumpção de perdas", lê-se na mesma nota que defende que, apesar do governo tem aprovado várias medidas que facilitam a reestruturação de dívidas, estas não estão a ter os resultados desejados. E é aqui que entra os reguladores, ou pelo menos assim se entende da recomendação: "Em particular, alguns bancos pode precisar de mais persuasão para provisionarem possíveis imparidades de crédito".




Saber mais e Alertas
pub