Economia Ministro das Finanças: "Esforço de sacrifício está repartido rigorosamente por todos"

Ministro das Finanças: "Esforço de sacrifício está repartido rigorosamente por todos"

Vítor Gaspar diz que o programa de ajustamento é a maneira que o Governo encontra para "proteger os mais pobres e os mais desfavorecidos".
Diogo Cavaleiro 11 de setembro de 2012 às 21:31
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, considera que não há qualquer diferença entre os sacrifícios que se estão a pedir a cada um dos portugueses. Seja rico ou pobre.

“O esforço de sacrifícios está repartido rigorosamente por todos”, disse Gaspar, em entrevista na SIC, respondendo a uma pergunta concreta sobre as dificuldades enfrentadas por uma cidadã nacional citada pelo jornalista José Gomes Ferreira: “O que eu respondo a essa senhora, que tem uma vida dura, uma vida difícil, é que a situação que nós vivemos é uma situação que exige esforço e sacrifício de todos”.

Na tarde desta terça-feira, Vítor Gaspar anunciou novos cortes nas pensões e a dispensa de funcionários públicos contratados a prazo. Ao mesmo tempo, assinalou uma maior tributação sobre os sinais de riqueza e o capital. A falta de equidade entre as medidas impostas sobre os trabalhadores e sobre o capital levantou questões dos partidos de Esquerda da oposição, com Jerónimo de Sousa, do PCP, a referir que as medidas de austeridade sobre o capital causam apenas “cócegas”, sem terem grande eficácia.

Vítor Gaspar disse, na entrevista na SIC, que o programa de ajustamento que Portugal está a executar, onde se incluem as medidas anunciadas esta terça-feira (a juntar à redução de subsídios anunciada por Passos Coelho na sexta-feira passada), é uma "aposta" porque é a maneira que o Governo encontra para ser capaz de “proteger os mais pobres e os mais desfavorecidos”.




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comentários mais recentes
jrcoelho 12.09.2012

Alimentação: 200 euro
Vestuario: 50 euro
Habitação: 200 euro
Saúde: 50 euro
Educação: ??? euro

Total: 500 euro (fora educação)

retirando este valor ao vencimento de cada português, temos o disponivel para aplicar os impostos que entenda, respeitando o evidente escalonamento.

Anónimo 12.09.2012

Belchior e Baltasar.

Acha bem, sr ministro, que sejam todos? Sabe o que é ganhar 485 euros? E não venham falar na produtividade porque os preços em Portugal estão ao nível dos preços na Europa. Somos um povo de ladrões, aonde o civismo não existe e aonde nos estamos a c*gar para os outros. Só um terramoto volta a pôr este país no trilho certo e não repartir os sacríficos por todos. 7% de aumento a quem ganha 6000 euros e 7% de aumento a quem ganha 485 !!!!! Boa, sr ministro, essa foi mesmo muito boa.
Mas não é só nos 7% que há igualdade. Os corações param de igual maneira, só que a mim a morte dos políticos sai-me mais cara, porque não abro espumante quando morre um não político.

LARANJAL AZEDO 12.09.2012

Para quê
3 governos no Continente e ilhas
333 deputados no continente e ilhas
308 càmaras
4259 freguesias
1770 vereadores
30000 carros
40000(?) fundações e associações
500 assessores em Belem
1284 serviços e institutos publicos
Relação 1praça/1 graduado nas forças armadas ?
-78 oficiais generais
-5146 oficiais superiores e outros
-9296 sargentos
-4018 cabos
Num total de cerca de 35000 militares
Promoções aos montes

Eles são A PONTA DO ICEBERG do problema
Viram o espectáculo NAS ELEIÇÕES da MA_MADEIRA?
O que interessou foi o que cada partido GANHOU OU PERDEU
Seguiu-se o beija-pata

O pais pode esperar ? Não, não e não
A TÍTULO DE EXEMPLOS:
A MADEIRA se fosse tratada em igualdade com o continente teria 6 deputados e não 47
Para a assembleia da república ter um número de deputados equivalentes à ALEMANHA teria de reduzir mais de 60%

LARANJAL 12.09.2012

O sofrimento directo provocado pela fome é suportado por um grupo de pessoas. Mas as decisões politicas são tomadas por outro. OS GOVERNANTES NUNCA PASSAM FOME" (cHINA GREAT FAMINE 40 yEARS LATER) bRITISH mEDICAL jOURNAL Nº 319(1999) PP 1619-1621

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