Ajuda Externa Mota Amaral congratula-se com "inflexão política" do Governo

Mota Amaral congratula-se com "inflexão política" do Governo

O deputado social-democrata Mota Amaral congratulou-se hoje com a "inflexão política" do Governo, que "por fim" pediu "mais tempo e dinheiro", e condenou cortes salariais para ganhar competitividade porque "o objectivo" não é competir com o Bangladesh.
Mota Amaral congratula-se com "inflexão política" do Governo
Lusa 06 de março de 2013 às 14:18

"A anunciada inflexão da política do Governo, encoberta com os habituais juras de que tudo se mantém igual, é motivo de expectativa e de moderada esperança para a comunidade nacional", escreve o deputado do PSD e antigo presidente da Assembleia da República e do Governo açoriano num artigo de opinião publicado no "Correio dos Açores".

 

O deputado social-democrata na Assembleia da República considera que "foi por fim oficialmente reconhecida" pelo Governo de Passos Coelho "a necessidade mais tempo e mais dinheiro para superar a crise" que o país atravessa.

 

"E mesmo assim não vai ser fácil sair dela, tanto se agravam as situações como o desemprego e a própria dívida pública, atingindo já números assustadores", refere Mota Amaral.

João Bosco Mota Amaral considera que a recessão despertou o Governo da República para a "decisiva" prioridade de promover o emprego.

 

"Sempre me pareceu imprudente decretar, num quadro recessivo prolongado, a incapacidade do Estado para manter os serviços públicos essenciais, com destaque para a saúde e a educação, mas incluindo a segurança social e até a defesa e a segurança pública"", acrescenta.

 

Mota Amaral elogia a "heróica tenacidade" do povo português pelos sacrifícios que está fazer e defende que se deve remeter para "dias melhores" as alterações à estrutura da despesa pública e às funções do Estado.

 

O deputado manifesta-se ainda contra a baixa de salários para aumentar a competitividade da economia e preconiza que se deve "impulsionar" o crescimento, que irá proporcionar o aumento do emprego e mais pagamento de impostos.

 

"A única via de solução não é decerto baixar os salários, como se está fazendo, porque haverá sempre países onde serão ainda inferiores e julgo que o objectivo não é concorrermos com o Bangladesh", defende.

 

No quadro da União Europeia, o antigo presidente da Assembleia da República defende que face aos problemas do país, impõe-se um discurso político "renovado" com os parceiros que evidencie os problemas nacionais e "propugne pelas respostas solidárias" reivindicadas.

"Se nos limitarmos a repetir que não precisamos de mais ajuda, ninguém obviamente irá tomar a iniciativa de nos ajudar. Arvorar suficiência permite ficar bem na fotografia; mas a realidade subjacente é que não se recomenda e está desalinhando das previsões governamentais", clarifica.

 

O deputado conclui que o actual momento que se vive no país "é difícil" e exige dos seus responsáveis políticos "cabeça fria" e "decisões prudentes".




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mais votado J. Alves 06.03.2013

Outro mamão, que anda aflito com o corte que levou na reforma...

comentários mais recentes
Manuel Pinto 07.03.2013

Obrigado João Bosco. É que se não dizes qualquer coisa, de vez em quando, a Nação fica a pensar que pertences aos mortos, que nos "arrivaram" com Abril, a constar da folha de férias, deste "agora pobre Portugal"

jay 06.03.2013

A inflexão exigiu primeiro capacidade para poder depois ser feita, Motinha.

Supranumerário 06.03.2013

O Sr Doutor João Bosco Mota Amaral já devia estar em casa á gozar a reforma . Tem 70 anos,

Anónimo 06.03.2013

A coelhada não tem vergonha, até atacam este. Cambada...

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