Ajuda Externa Olli Rehn: “É importante” que se dê mais tempo a Portugal e Irlanda já esta semana

Olli Rehn: “É importante” que se dê mais tempo a Portugal e Irlanda já esta semana

Olli Rehn defende que os ministros das Finanças devem acordar alargar os prazos dos reembolsos dos empréstimos concedidos a Portugal e Irlanda já na reunião desta semana. Desta forma, a Europa, ajudará uma saída com sucesso destes dois países dos programas de ajuda.
Olli Rehn: “É importante” que se dê mais tempo a Portugal e Irlanda já esta semana

O alargamento das maturidades dos empréstimos de Portugal e Irlanda “é uma questão central do nosso apoio para a saída destes dois países dos programas” de ajuda financeira, afirmou o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, citado pela Bloomberg.

 

“É importante que tomemos decisões em Dublin, com o objectivo de apoiar uma saída com sucesso destes dois países dos programas” de ajuda, sublinhou.

 

O responsável defende assim que os ministros das Finanças da Zona Euro dêem “luz verde” à extensão dos prazos dos reembolsos dos empréstimos concedidos a Portugal e Irlanda na próxima sexta-feira, 12 de Abril.

 

Rehn adiantou que “o Governo português está a tomar medidas” para cumprir as metas de défice orçamental acordadas. “Na minha perspectiva, é importante que o Eurogrupo possa tomar uma decisão de apoio, referindo-se ao caminho positivo trilhado por Portugal”, adiantou o responsável, citado pela agência DPA.

 

O comissário europeu sugere que, no caso de Portugal, os ministros podem depender o alargamento dos prazos de reembolso de “decisões concretas” e “convincentes” que “assegurem que as metas orçamentais serão cumpridas.”

 

Estas declarações surgem no mesmo dia em que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou que se o acordo não for alcançado na próxima sexta-feira, deverá ser selado na reunião do próximo mês.

 

Em causa está o alargamento do prazo de reembolsos dos empréstimos concedidos a Portugal e Irlanda que, de acordo com a Reuters, deverá ser prolongado por sete anos.

 

Este prazo de sete anos é o valor recomendado no documento do grupo de trabalho que integra representantes da troika e do fundo europeu de resgate, e que prepara as decisões dos ministros das Finanças. Segundo a agência de notícias, o documento apresenta, no entanto, outras opções – extensão por dois anos e meio, cinco, dez anos ou mais – mas, ponderando prós e contras, converge na sugestão de que "uma extensão máxima das maturidades médias em sete anos forneceria um compromisso equilibrado entre os constrangimentos dos credores e dos devedores".

 

A oferta a Lisboa, ao contrário do que sucederá para Dublin, ficará, porém, condicionada à implementação de um "plano B" destinado a compensar o impacto orçamental das quatro normas do Orçamento “chumbadas” pelo Tribunal Constitucional, acrescenta a agência noticiosa.

 

Segundo o Negócios apurou, a negociação sobre o prolongamento das maturidades será liderada por Vítor Gaspar, que tem articulado estreitamente posições com o seu colega irlandês, Michael Noonan. Em virtude de a Irlanda presidir neste semestre à União Europeia, Noonan acaba por ficar, paradoxalmente, com menos margem de manobra para liderar processos em causa própria.

 

O ministro das Finanças Português anunciou esta manhã que desloca-se esta quarta-feira para a capital irlandesa. "Procurarei mobilizar apoio oficial para o processo de regresso pleno ao mercado de obrigações por parte da República Portuguesa. Em tudo isto beneficiarei do apoio do senhor governador do Banco de Portugal", afirmou Vítor Gaspar numa conferência que decorreu hoje em Lisboa, citado pela Lusa.




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