Vítor Gaspar
Portugal terá juros mais baixos e prazos mais longos nos empréstimos europeus
27 Novembro 2012, 13:58 por Eva Gaspar | egaspar@negocios.pt
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Ministro das Finanças diz que Portugal beneficiará das condições oferecidas à Grécia nos empréstimos assegurados pelos fundos europeus de resgate.

Vítor Gaspar confirmou no Parlamento que as decisões tomadas esta madrugada, em Bruxelas,  no sentido de reduzir os níveis de endividamento da Grécia, serão também aplicadas a Portugal e à Irlanda ao abrigo do “princípio da igualdade de tratamento” que ficara consagrado nas conclusões da cimeira europeia de 21 Julho de 2011.

O ministro das Finanças precisou que Portugal e Irlanda beneficiarão de idêntico tratamento no que respeita às condições mais favoráveis oferecidas pelos empréstimos assegurados pelos fundos europeus de resgate – o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que será progressivamente absorvido pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), de natureza permanente.

Vítor Gaspar congratulou-se com as decisões do Eurogrupo, considerando que limitam os riscos de instabilidade para a Grécia e para toda a Zona Euro, ajudando a criar condições para que as autoridades gregas, que têm sido confrontadas com decisões “muito difíceis”, possam quebrar a tradição de fraca capacidade de execução do seu programa.

Após três reuniões num só mês, a Zona Euro e o FMI chegaram esta madrugada a um entendimento com a Grécia que pressupõe um novo alívio das condições financeiras (designadamente juros e prazos) associados aos já dois empréstimos externos concedidos ao país. Em simultâneo, ficou  acordado que os lucros potenciais do BCE com a compra de dívida grega (adquirida no mercado secundário, muito desvalorizada) serão transferidos para a Grécia - procedimento que pode eventualmente vir a beneficiar igualmente Portugal. 

Aberta ficou ainda a porta a um novo empréstimo europeu à Grécia destinado à recompra de dívida pública grega que, estando a ser transaccionada a valores muito inferiores aos de emissão no mercado secundário, resultaria num abatimento do seu “stock”.

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