Ambiente Acordo histórico em Paris para combater alterações climáticas

Acordo histórico em Paris para combater alterações climáticas

Os 195 países reunidos em Paris na conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) assinaram este sábado o primeiro acordo universal de luta contra as alterações climáticas e o aquecimento global.
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Negócios com Lusa 12 de dezembro de 2015 às 19:37

Países desenvolvidos e em desenvolvimento comprometeram-se a caminhar para modelos económicos que reduzam as emissões de dióxido de carbono e gases de efeito estufa.


"O acordo de Paris para o clima foi adoptado", anunciou o presidente da COP21 e ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, suscitando um longo e unânime aplauso das delegações presentes na sala.


Ao bater com o malhete, gesto simbólico que assinalou o alcançar do acordo, Fabius afirmou que o consenso vai permitir "fazer grandes coisas".


O Presidente francês, François Hollande, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, abraçaram-se e o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chorava de emoção ao assistir ao corolário de mais de vinte anos de cimeiras do clima e de um esforço diplomático sem paralelo desenvolvido no último ano.

O presidente francês assinalou que este foi o "primeiro acordo universal na história das negociações climáticas", que classificou grande passo para a humanidade".


No acordo legal universal contra as alterações climáticas listam-se várias medidas vinculativas a longo prazo para conseguir limitar a subida da temperatura a dois graus no final do século.


Deverá ser aplicado a partir de 2020 e pôr termo ao conflito entre países ricos e pobres sobre como travar o aquecimento global.


A aplicação do acordo supõe reduzir ou eliminar o consumo de carvão, petróleo e gás como fontes de energia, um modelo que move as sociedades humanas desde o século XVIII.


Os avisos da comunidade científica prevêem cheias, secas e tempestades cada vez graves, bem como a subida do nível das águas do mar, que seria catastrófica para zonas costeiras onde vivem milhões de pessoas.


A aposta para conseguir limitar a subida das temperaturas passará pela adoção de fontes energéticas limpas, tais como a solar e eólica, e pela eficiência.

 

PONTOS PRINCIPAIS DO ACORDO

 

- Manter o aumento da temperatura média global "bem abaixo dos 2 graus centígrados (2ºC)"

A comunidade internacional comprometeu-se a limitar a subida da temperatura "bem abaixo dos 2 graus centígrados" e a "continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus centígrados".

 

O objectivo de 2ºC relativamente à era pré-industrial tinha sido definido em 2009, em Copenhaga, o que impõe uma redução drástica das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) através de medidas de poupança de energia e de investimentos em energias renováveis e, por exemplo, reflorestamento.

 

Vários países, nomeadamente Estados insulares ameaçados pela subida do nível do mar, afirmam que mesmo com a limitação do aumento da temperatura a 1,5ºC já correm perigo.

 

- Como alcançar este objectivo?

Dos 195 países, 186 anunciaram medidas para limitar ou reduzir as emissões de GEE até 2025/2030. Mas mesmo se forem respeitadas, a subida do mercúrio iria até aos 3ºC.

A partir de agora, o objetivo é atingir "um pico das emissões de GEE o mais cedo possível" e "em seguida, iniciar reduções rápidas (...) para chegar a um equilíbrio entre emissões" originadas por atividades humanas e aquelas "absorvidas pelos sumidouros de carbono durante a segunda metade do século", uma referência às florestas, mas também a técnicas de captação e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) emitido para a atmosfera.

 

- Revisão em alta dos compromissos

Um dos objetivos essenciais do acordo é a criação de um mecanismo de revisão, de cinco em cinco anos, dos compromissos voluntários dos países.

 

A primeira revisão obrigatória decorrerá em 2025 e as seguintes deverão assinalar "uma progressão".

 

Antes disso, o painel intergovernamental de peritos do clima (GIEC) deverá elaborar um relatório especial em 2018 sobre os meios para chegar à meta de 1,5ºC e os efeitos deste aquecimento.

 

Neste ano, os 195 países farão uma primeira análise da ação coletiva e serão convidados em 2020 a rever, eventualmente, os seus contributos.

 

- Quem faz o quê?

Os países desenvolvidos "devem estar na linha da frente e estabelecer objetivos de redução das emissões em valores absolutos".

 

Os países em desenvolvimento "devem continuar a melhorar os esforços" de luta contra o aquecimento global, "à luz da sua situação nacional".

 

- Verificação

Se até agora os países desenvolvidos estavam sujeitos a regras mais rigorosas em matéria de inventário e verificação das ações tomadas, o acordo de Paris prevê que o mesmo sistema seja aplicado a todas as nações signatárias. Este ponto era muito importante para os Estados Unidos.

 

Todavia estão "previstas flexibilidades" devido "às diferentes capacidades" dos países.

 

- Ajuda financeira aos países do Sul

Em 2009, os países ricos prometeram 100 mil milhões de dólares por ano, a partir de 2020, para ajudar as nações em desenvolvimento a financiar a transição para energias limpas e a adaptação aos efeitos do aquecimento, dos quais são as primeiras vítimas.

 

Como defendidos pelos países em desenvolvimento, o texto estabelece que a soma prevista é apenas "um teto". Um novo objetivo monetário será definido em 2025.

 

Os países desenvolvidos não queriam ser os únicos a pagar e pediam uma contribuição da China, Coreia do Sul, Singapura e nações ricas em petróleo.

 

A fórmula proposta é a de que "os países desenvolvidos devem avançar os recursos financeiros para ajudar os países em desenvolvimento".

 

"Terceiras partes [país ou grupo de países] são convidados a apoiar voluntariamente".

 

- Perdas e indemnizações

Trata-se da ajuda a prestar aos países atingidos por efeitos do aquecimento quando a adaptação (sistemas de alerta meteorológicos, manipulação de sementes agrícolas, diques, entre outros) já não é possível: em causa estão perdas irreversíveis ligadas ao degelo dos glaciares ou à subida das águas, por exemplo.

 

Sem definir todos os pontos e aspectos, o acordo de Paris consagra todo um artigo a esta questão, uma vitória para os países mais vulneráveis, como os Estados insulares.


O acordo reforça o mecanismo internacional, dito "de Varsóvia", encarregado desta questão, e cujos dispositivos operacionais ainda estão por elaborar.

 

Esta é uma questão sensível para os países desenvolvidos, nomeadamente os Estados Unidos, que receiam ações judiciárias devido à "responsabilidade histórica" no aquecimento global.

Assim, Washington conseguiu incluir uma cláusula, a qual define que o acordo de Paris "não servirá de base" para iniciar processos "de responsabilização ou compensações".




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mais votado José Barata Gonçalves 12.12.2015

Tretas! Agora vão todos para casa a pensar na maneira de se enganarem uns aos outros, de modo a parecer que estão a cumprir... a esperteza "Volkswagen" está em todo o lado!

comentários mais recentes
Anónimo 14.12.2015

Viva, a China está deserta para despachar stocks de painéis solares que ninguém compra!

Marco Sandeman 13.12.2015

Celebremos sim, o tacho de Pacheco Pereira. O maoísta do PSD ;)

SAGSDFG 13.12.2015

RETIREM DE IMEDIATO O IMPOSTO ÚNICO DE CIRCULAÇÃO DOS CARROS ELETRICOS E HÍBRIDOS, ASSIM AS PESSOAS JÁ ADEREM A MENOS POLUIÇÃO.

Deixem as seitas satanicas q arruinam os países 13.12.2015

Estão convencidos que são alguém .João em Apocalipse 21 ,viu um novo céu e uma nova terra e as primeiras coisas passaram e o mar já NÃO EXISTE . Entreguem-se ao Criador ,abandonem as seitas satânicas que dominam o mundo e amordaçam o NOSSO país

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