Ambiente Incêndios: Portugal acciona Mecanismo Europeu de Protecção Civil

Incêndios: Portugal acciona Mecanismo Europeu de Protecção Civil

A decisão foi justificada por "uma questão de prudência", tendo em conta as previsões meteorológicas para os próximos dias.
Incêndios: Portugal acciona Mecanismo Europeu de Protecção Civil
Bruno Simão/Negócios
Negócios com Lusa 12 de agosto de 2017 às 21:56
Portugal acionou hoje à noite o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, disse à Lusa a ministra da Administração Interna, que espera apoios de outros países já a partir de domingo para ajudar no combate aos incêndios.

A decisão, explicou à Lusa Constança Urbano de Sousa, foi por "uma questão de prudência", tendo em conta as previsões meteorológicas para os próximos dias.

A ministra esteve esta noite no comando da Proteção Civil, em Carnaxide, onde se inteirou da situação dos incêndios a nível nacional, admitindo depois, em declarações à Lusa, que a situação "não está fácil", porque tem havido muitos focos de incêndio, alguns de grande dimensão.

Depois, acrescentou, as previsões meteorológicas para os próximos três dias "não são animadoras", com ventos de leste e secura extrema.

Constança Urbano de Sousa admitiu que muitos dos atuais incêndios serão debelados na noite de hoje, mas frisou que por uma "questão de prudência", e considerando as previsões meteorológicas, foi feito o pedido de "módulos aéreos e terrestres".


Segundo o site da Autoridade Nacional de Protecção Civil, trata-se de um mecanismo comunitário "destinado a facilitar uma cooperação reforçada no quadro das intervenções de socorro da Protecção Civil", cuja versão mais recente foi adoptada em 2013.

O objectivo é "melhorar a resposta às catástrofes naturais e provocadas pelo homem de uma forma rápida, pré-planeada e eficaz", aumentando assim a segurança dos cidadãos da União Europeia e e as vítimas de catástrofes em todo o mundo.

Assim, explica o site, quando se dá uma sobrecarga das capacidades nacionais, é possível recorrer ao sistema europeu, evitando a duplicação de esforços e mantendo a responsabilidade primária da gestão de desastres com os Estados-Membros.

O mecanismo recorre ainda à reserva comum voluntária de capacidades de resposta à emergência, "disponível para destacamento imediato, como parte de uma intervenção europeia colectiva".

A 17 de Junho, dia em que o incêndio de Pedrógão Grande causou a maior parte das 64 vítimas mortais que viria a originar, Portugal pediu a activação do Mecanismo de Protecção Civil europeu, tendo sido na altura enviados vários meios aéreos para ajudar no combate às chamas.

(Notícia actualizada às 23:56 com mais informação)




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