Autarquias Bragança com 22 quilómetros de ciclovias num plano de desenvolvimento de 25 milhões

Bragança com 22 quilómetros de ciclovias num plano de desenvolvimento de 25 milhões

As principais avenidas da cidade de Bragança vão ganhar novas faixas destinadas a ciclistas numa rede de 22 quilómetros de ciclovias previstas num plano de investimentos superiores a 25 milhões de euros, apresentado na noite de terça-feira.
Bragança com 22 quilómetros de ciclovias num plano de desenvolvimento de 25 milhões
António Sá
Lusa 15 de março de 2017 às 07:57

As ciclovias chamaram a atenção na apresentação pública do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Bragança (PEDU), com vários projectos para realizar até 2020, durante a vigência do actual Quadro Comunitário de Apoio, que garante a fundo perdido 16 dos mais de 25 milhões de investimentos previstos, cabendo o restante montante à Câmara Municipal.

 

Os cerca de três milhões de euros para intervenções nas avenidas João da Cruz e Sá Carneiro não são os projectos de maior montante do plano global, mas foram o foco da sessão por se tratarem de duas das mais importantes artérias de Bragança.

 

O presidente da Câmara, Hernâni Dias justificou que as duas  avenidas "carecem de intervenção urgente", daí o destaque com vista a "obter uma participação dos cidadãos na construção da solução", sem polémicas expressas publicamente em torno da proposta feita pela autarquia.

 

A principal novidade para as duas avenidas é a inclusão das ciclovias, mas a intervenção contempla também alargamentos de passeios, separação de esplanadas e zonas pedonais, concretamente na avenida João da Cruz, iluminação, sinalética e algumas mudanças no estacionamento, que ganha lugares, segundo o autarca.

 

Hernâni Dias quer tornar "estas duas avenidas mais atractivas, mais funcionais, com o menor constrangimento possível à actividade comercial".

 

O autarca quer "avançar com estes projectos rapidamente" e indicou que está a terminar a fase de estudo prévio, apresentado hoje, seguindo-se  a elaboração dos projectos "para até ao final do ano a obra estar adjudicada".

 

Outra novidade será a instalação de um elevador na avenida Sá Carneiro, junto ao edifício do Teatro Municipal a pensar na acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida à rua engenheiro Amaro da Costa e vice-versa.

 

À actual ciclovia existente na cidade, em volta do campus académico do politécnico, juntar-se-á as da Sá Carneiro, João da Cruz e ainda outra que praticamente fechará a circular de Bragança, com faixas de rodagem também para o transito automóvel.

 

O maior investimento do PEDU, de 6,4 milhões de euros, será no Museu da Língua Portuguesa a instalar nos antigos silos de Bragança.

 

O plano contempla também a reabilitação de edifícios para realojamento de casais jovens e de serviços públicos, numa estratégia para revitalizar a zona histórica da cidade.

 

Os projectos apostam também na reabilitação dos bairros sociais e na mobilidade sustentável, com veículos eléctricos e soluções para os cidadãos como o carregamento de equipamentos electrónicos nas paragens de autocarro.

 

O presidente ambiciona com este plano, dividido em três programas, realizar "uma intervenção de conjunto, devidamente enquadrada naquilo que é o tecido da cidade" e não "fazer intervenções desgarradas".

 

"Isto contribuiu para aquilo que nós pretendemos que seja uma cidade cada vez mais dinâmica, mais atractiva, mais inclusiva, com um grande desenvolvimento social que permita que nós consigamos atrair mais pessoas para cá morarem e, ao mesmo tempo, estancarmos aquilo que é um gravíssimo problema que sofremos, que é o despovoamento", declarou.




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