Autarquias Câmara de Lisboa quer alugar casas para subarrendar de forma a travar “bolha”

Câmara de Lisboa quer alugar casas para subarrendar de forma a travar “bolha”

Em entrevista ao Expresso, Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, diz que o plano, que não implicará custos para a autarquia, deverá estar pronto atá ao final do ano.
Câmara de Lisboa quer alugar casas para subarrendar de forma a travar “bolha”
Negócios 01 de setembro de 2018 às 11:35

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, admite que na capital se está a formar uma "bolha" imobiliária, que dificulta o acesso à habitação por parte das famílias de classe média.

 

Em entrevista ao Expresso, Medina diz que uma das soluções será as novas regras fiscais mais favoráveis ao arrendamento de longa duração, juntamente com um programa que está a ser preparado pela Câmara de Lisboa em que a autarquia aluga as casas aos proprietários e depois subaluga aos residentes, garantindo ao proprietário que recebe sempre a renda.

 

"A resposta passa por duas soluções, e estamos a procurar ambas. A primeira é a redução da fiscalidade associada ao arrendamento. Esta proposta, uma vez aprovada no Parlamento, vai permitir à CML lançar um programa de arrendamento no mercado. Isto é, a Câmara alugar casas no mercado e depois subalugá-las a residentes", afirmou Fernando Medina.

 

O programa deverá estar pronto até ao final do ano, e não implicar custos para a autarquia, já que a Câmara deverá subalugar "pelo mesmo preço ou até por um preço ligeiramente superior".

 

"Sabemos por experiência que existe uma aversão a colocar casas no arrendamento de longa duração. Mas também sei que existe um certo tipo de proprietário/investidor que, não querendo vender, deseja ter um rendimento regular e que, se encontrar na CML a parceria correta, passa a ter um rendimento sem risco", explicou o responsável.

 

Na mesma entrevista, Medina adiantou que pretende avançar já no próximo ano com

um novo sistema de passes em Lisboa e na área metropolitana, com um custo máximo de 30 euros por mês dentro da cidade e de 40 euros para circular nos 18 municípios da AML.

 

O plano, com um custo estimado de 65 milhões de euros por ano, já está nas mãos de António Costa e Mário Centeno, mas ainda não tem luz verde do Governo.

 

"Não é uma melhor resposta aos problemas estruturais do país aprovar esta transformação da utilização do sistema público de transportes do que reduzir dois cêntimos no adicional ao imposto sobre combustíveis (ISP), que porventura nem sequer vai ser sentido no bolso de ninguém?", questiona Medina.




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