Conjuntura António Costa: "É necessário que o investimento público mantenha este padrão de selectividade"

António Costa: "É necessário que o investimento público mantenha este padrão de selectividade"

O primeiro-ministro justificou a selectividade com os constrangimentos financeiros que o país ainda enfrenta e disse que o novo aeroporto é um investimento urgente, sem o qual o crescimento do turismo pode ficar em causa.
António Costa: "É necessário que o investimento público mantenha este padrão de selectividade"
Pedro Elias/Negócios
Nuno Aguiar 15 de março de 2017 às 10:32

O défice terá diminuído em 2016 para o valor mais baixo desde o 25 de Abril, mas as dificuldades financeiras não desapareceram, sublinhou esta manhã António Costa. Durante a sua intervenção na conferência "Investimento em Portugal", organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, o primeiro-ministro falou da necessidade de continuar a ser muito exigente na escolha de projectos de investimento com financiamento do Estado. 

 

"É evidente que o país viveu sempre e vive constrangimentos que não pode ignorar, que limitam a capacidade de alargar o investimento público", afirmou na sessão de abertura da conferência. "No quadro de constrangimento financeiro que o país enfrenta é necessário que o investimento público mantenha este padrão de selectividade."

 

António Costa sublinhou as dificuldades de crescimento de Portugal nos últimos 15 anos, lembrando que o PIB nacional avançou a um ritmo médio anual de 0,2% e reconheceu que o investimento será um factor decisivo para sair desta alternância entre recessão estagnação. Mas não se podem cometer os mesmos erros do passado.

 

É preciso ter "uma perspectiva de médio/longo prazo e aprender com as experiências do passado. (...) O país não se pode desgastar durante anos em torno de infraestruturas que são ou não são fundamentais", acrescentou, referindo-se em específico ao aeroporto de Lisboa.

"A história do aeroporto de Lisboa será um "case study" por muitos e muitos anos. Expectativas há alguns anos tidas como megalómanas são agora consideradas urgentes sob pena de prejudicar a sustentabilidade do crescimento do turismo," adicionou.

 

Depois de uma contracção em 2016, o Governo projecta que o investimento público avance quase 22% este ano.




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