Conjuntura Bruxelas vê "dinâmicas de crescimento mais favoráveis" na economia portuguesa

Bruxelas vê "dinâmicas de crescimento mais favoráveis" na economia portuguesa

A Comissão Europeia está mais optimista sobre a evolução da economia portuguesa. Os riscos estão concentrados no sector bancário e na exposição a factores externos.
Bruxelas vê "dinâmicas de crescimento mais favoráveis" na economia portuguesa
Nuno Aguiar 06 de outubro de 2017 às 14:33

Bruxelas encontra motivos para optimismo no desenvolvimento recente da economia portuguesa. Segundo o último relatório de avaliação pós-programa, publicado hoje, "estes desenvolvimentos económicos recentes apontam para dinâmicas de crescimento mais favoráveis, em comparação com as previsões de Primavera e com o Programa de Estabilidade do Governo".

Num relatório elaborado apenas com informação do primeiro trimestre – no segundo trimestre a actividade continuaria forte -, a Comissão diz que o crescimento económico está agora mais diversificado, com a aceleração das exportações e do investimento, enquanto o consumo privado, apesar de ter desacelerado, mantém-se como um "importante motor do crescimento".

"O indicador de sentimento económico do Comissão continuou a melhorar em 2017, atingindo máximos de duas décadas. O mercado de trabalho travessa uma melhoria alargada, suportada por um crescimento sólido do emprego e uma taxa de actividade mais alta", pode ler-se no documento.

Ainda assim, não se deve esperar que este nível de crescimento se mantenha. Bruxelas avisa que esta aceleração foi afectada por factores não repetíveis, relacionados com a actividade da Galp e da Autoeuropa, assim como uma recuperação das exportações para Angola e Brasil. Esses efeitos temporários irão ter um impacto mais atenuado em 2018 e 2019. Ao mesmo tempo, do lado dos serviços, a força do turismo e do sector dos transportes continua a puxar pelo comércio internacional. 

Os técnicos da Comissão reconhecem que os preços das casas têm crescido a um ritmo rápido, mas que, para já, "não estão a ser acompanhados por acumulação de dívida". Os riscos para o crescimento estão concentrados na banca e na exposição da economia a factores externos.

Recorde-se que a economia portuguesa cresceu 2,8% no primeiro trimestre do ano e 3% no segundo, com as últimas estimativas para a totalidade do ano a ultrapassarem agora os 2,5%.

(Notícia actualizada às 16:07 com mais informação)




pub