Conjuntura Comissão prevê menor crescimento e mais desemprego na Zona Euro em 2014

Comissão prevê menor crescimento e mais desemprego na Zona Euro em 2014

A Comissão Europeia reviu em alta a previsão de desemprego e em baixa a estimativa de crescimento económico na Zona Euro, em 2014.
Comissão prevê menor crescimento e mais desemprego na Zona Euro em 2014
Sara Antunes 05 de novembro de 2013 às 09:47

A Comissão Europeia prevê que a economia da Zona Euro cresça 1,1%, em 2014, de acordo com as previsões de Outono divulgadas esta terça-feira, 5 de Novembro. Esta estimativa compara com a previsão de um crescimento económico de 1,2% revelada em Maio.

 

Para este ano, a previsão manteve-se numa contracção de 0,4% para a Zona Euro. Já para 2015 a previsão é de um crescimento económico de 1,7%, o que, se se confirmar, será o maior ritmo de crescimento económico da região desde 2010, ano em que a expansão foi de 1,9%.

 

Já em relação à União Europeia, a Comissão prevê que este ano a região estagne e que em 2014 cresça 1,4%. No ano seguinte, a UE deverá expandir-se 1,9%.

 

As previsões económicas apontam para que, este ano, 10 economias da União Europeia contraiam, incluindo Portugal, mas em 2014 já só Chipre e a Eslovénia deverão registar quedas no produto interno bruto (PIB), de 3,9% e 1,0%, respectivamente.

 

Bruxelas prevê menor contracção na Grécia e em Espanha

 

A Comissão Europeia reviu as suas estimativas para alguns países. Grécia deverá registar uma contracção menor este ano, de 4,0%, em vez dos 4,2% estimados em Maio, enquanto Espanha deverá observar uma quebra de 1,3% e não de 1,5%.

 

Já para o próximo ano, Espanha deverá crescer 0,5%, o que corresponde a uma revisão em baixa face à estimativa de Maio, altura em que apontava para um crescimento de 0,9%, em 2014.

 

Portugal também viu melhorar as estimativas, cujas previsões tinham sido revistas no âmbito da oitava e nona avaliações da troika ao programa de ajustamento português, passando de -2,3% para -1,8%.

 

As estimativas divulgadas esta terça-feira apontam ainda para uma queda mais pronunciada do PIB da Holanda, que passa de -0,8% para 1,0% e uma contracção da Finlândia de 0,6%, quando nas estimativas de Maio a previsão era de um crescimento de 0,3%.

 

Desemprego em máximos

 

Já a taxa de desemprego deverá atingir o valor mais elevado desde que o euro foi introduzido, atingindo os 12,2%, um valor que também corresponde a uma revisão em alta face à última previsão que apontava para uma taxa de 12,1%.

 

Já na União Europeia a estimativa para este ano é mantida em 11,1%, mas em 2014, a expectativa é de que haja uma redução ligeira para 11,0%, quando na previsão de Primavera a estimativa era uma estabilização nos 11,1%.

 

A contribuir para o aumento da previsão de desemprego na Zona Euro, em 2014, estão países como a França, Itália, Chipre e Portugal, que já tinha sido alvo de uma revisão no âmbito da oitava e nona avaliações do programa da troika.

 

Assim, a taxa de desemprego em França deverá atingir os 11%, este ano, e os 11,2%, em 2014, quando na anterior estimativa estas taxas estavam previstas situarem-se nos 10,6% e 10,9%, respectivamente.

 

Itália deverá verificar um agravamento do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego a subir para os 12,2%, este ano, e para 12,4%, em 2014.

 

Do lado oposto está a Irlanda, cuja taxa de desemprego para 2013 foi revista em baixa de 14,2% para 13,3%, ao mesmo tempo que a taxa do próximo ano deverá descer para 12,3%, quando em Maio a previsão era de 13,7%.

 

Espanha também foi alvo de uma revisão, ainda que ligeira. As previsões de Outono da Comissão apontam para que, este ano, deverá registar uma taxa de desemprego de 26,6%, quando a anterior previsão era de 27%. Para 2014, foi mantida a estimativa de 26,4%.

 

(Notícia actualizada às 10h35 com mais informação)




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mais votado joaopires5 05.11.2013

Deflation risk may spur new ECB rate cut. BOAS NOTICIAS PARA PORTUGAL.....AS TAXAS VÃO CAIR MAS DESTA VEZ NÃO PELA DITA E REDITA E GASTA «CREDIBILIDADE» DA ECONOMIA TUGA....POR OUTRAS RAZÕES
With eurozone unemployment stuck at record levels above 12% and the economy failing to generate momentum after emerging from recession earlier this year, some analysts are warning that the region is at risk of sinking into a Japanese-style era of deflation and stagnation.

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joaopires5 05.11.2013

Deflation risk may spur new ECB rate cut. BOAS NOTICIAS PARA PORTUGAL.....AS TAXAS VÃO CAIR MAS DESTA VEZ NÃO PELA DITA E REDITA E GASTA «CREDIBILIDADE» DA ECONOMIA TUGA....POR OUTRAS RAZÕES
With eurozone unemployment stuck at record levels above 12% and the economy failing to generate momentum after emerging from recession earlier this year, some analysts are warning that the region is at risk of sinking into a Japanese-style era of deflation and stagnation.

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