Conjuntura Confiança dos consumidores atinge máximo de mais de duas décadas

Confiança dos consumidores atinge máximo de mais de duas décadas

A nova queda nas expectativas sobre a evolução da situação económica do país não impediu a subida no indicador de confiança dos consumidores. O clima económico também subiu em Maio, apesar da "depressão" industrial.
Confiança dos consumidores atinge máximo de mais de duas décadas
Pedro Elias
António Larguesa 29 de maio de 2018 às 11:53

O indicador de confiança dos consumidores portugueses registou em Maio o valor máximo da série iniciada pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) em Novembro de 1997.

 

Este mês, a evolução positiva resultou sobretudo da melhoria das perspectivas em relação à situação do desemprego e, ainda que "em menor grau", também quanto à situação financeira do agregado familiar.

 

Apesar de não ter impedido esta nova subida na confiança dos consumidores, o saldo das expectativas face à situação económica do país deu um contributo negativo para este indicador. Voltou a recuar em Maio, o que aconteceu pelo segundo mês consecutivo.

 

Por outro lado, os dados divulgados pelo INE esta terça-feira, 29 de Maio, mostram que o indicador de clima económico, que resulta das respostas de quatro sectores de actividade, voltou a subir em Maio – tinha estabilizado em Abril –, chegando ao valor máximo desde Maio de 2002.

 

O único a puxar para baixo foi a indústria transformadora, que assim "interrompeu o perfil ascendente iniciado em Junho de 2016". E as piores expectativas são transversais a todas as componentes, sentindo-se no saldo das perspectivas de produção e nas apreciações sobre a procura global e sobre a evolução dos stocks de produtos acabados.

 

Já a confiança no sector da Construção e Obras Públicas não era tão elevada desde Abril de 2002, enquanto o Comércio e os Serviços também acabaram por evoluir no sentido positivo depois de terem caído, respectivamente, nos quatro e três meses anteriores.




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