Conjuntura Fórum para a Competitividade volta a rever PIB em alta

Fórum para a Competitividade volta a rever PIB em alta

E se o PIB crescer entre 2,4% e 2,8% como prevê o Fórum para a Competitividade? A confirmar-se, a folga do crescimento face às contas do Governo é ainda maior do que previa a instituição de Ferraz da Costa.
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Marta Moitinho Oliveira 05 de junho de 2017 às 11:22

O Fórum para a Competitividade voltou a rever em alta a previsão de crescimento para a economia portuguesa para 2017. Desta vez, a equipa de economistas da instituição liderada por Pedro Ferraz da Costa aponta para um crescimento do PIB entre 2,4% e 2,8%, valores significativamente superiores aos que constavam da última projecção situada entre 1,9% e 2,1%. 

"Quanto ao crescimento do PIB para 2017, o Fórum antevê que se possa situar entre 2,4% e 2,8%. O primeiro semestre deverá ser o mais forte do ano, com o crescimento médio a rondar os 3%", indica a nota de conjuntura referente a Maio, a que o Negócios teve acesso.
 

A nova previsão do Fórum para a Competitividade revela uma revisão em alta das projecções anteriores que já se traduziam em perspectivas melhores dos que as realizadas anteriormente, quando a instituição acreditava que o PIB cresceria entre 1,7% e 2%.

 

As previsões actuais – tal como as de Abril - superam as projecções do Governo que, no Orçamento do Estado para 2017, previu um crescimento do PIB de 1,8% para este ano. Várias instituições têm apontado para um crescimento acima da meta do Executivo. O próprio ministro das Finanças, Mário Centeno, já admitiu que este ano o PIB possa crescer mais do que 2%.  

 

Os novos números do Fórum têm em conta dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) que revelaram uma subida de 2,8% do PIB em termos de crescimento homólogo e um crescimento em cadeia de 1% no primeiro trimestre.

 

Na nota assinada pelo economista Ricardo Santos, o Fórum revela que o segundo trimestre será melhor do que o primeiro, em termos homólogos.

 

"Tendo em conta a informação disponível o Fórum para a Competitividade prevê uma aceleração do crescimento do PIB no segundo trimestre para 3,1% em termos homólogos, e um crescimento de 0,5% em cadeia", avança.

 

"Neste trimestre, grande parte do contributo positivo deverá vir novamente das exportações, que estarão a beneficiar da pujança dos principais parceiros económicos que pertencem à área do euro, e da variação de existências que deverá compensar a queda do primeiro trimestre", lê-se na nota de conjuntura.

 

Apesar da melhoria dos números para o conjunto do ano, o Fórum para a Competitividade acredita que o segundo semestre de 2017 não será tão forte como o primeiro.

 

"O primeiro semestre deverá ser o mais forte do ano, com o crescimento médio a rondar os 3%, sendo provável que próximos trimestres registem uma desaceleração do crescimento em cadeia, já que o termo de comparação com o final do ano passado será menos favorável e grande parte do impacto dos estímulos internos (reposição de salários e pensões) e externos (efeito desfasado das politicas do BCE) irá diminuir", explica o Fórum liderado por Ferraz da Costa.

 

Os riscos: para cima e para baixo

 

A melhoria das previsões de crescimento para este ano não está, no entanto, livre de riscos.


Pela negativa, o Fórum identifica "quaisquer choques externos nos principais destinos das exportações [que] porão em causa este padrão de crescimento". Além disso, a mesma instituição salienta como risco negativo "uma redução rápida dos estímulos do Banco Central Europeu [que] poderá pôr em causa não só o financiamento da República mas também a confiança dos investidores".

 

A contrabalançar surgem riscos positivos, que podem ajudar a melhorar o crescimento económico. São eles: "a tendência favorável do mercado de trabalho poderá intensificar-se e desta forma levar a uma recuperação do consumo mais sustentada e não baseada na devolução de rendimentos ou em menos poupança"; "uma eventual melhoria do rating da República [que] pode levar não só a uma redução dos custos de financiamento do Estado mas também dos bancos e empresas não financeiras".




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