Conjuntura Importações voltam a crescer mais do que as exportações no primeiro semestre

Importações voltam a crescer mais do que as exportações no primeiro semestre

O balanço do mês de Junho é de uma aceleração expressiva das importações, que cresceram o dobro das exportações. Já no acumulado do segundo trimestre, o ritmo de crescimento das duas componentes é semelhante. Quando analisados os dados do primeiro semestre, as importações voltam a suplantar as vendas para o exterior.
Importações voltam a crescer mais do que as exportações no primeiro semestre
Bruno Simão
Sara Antunes 09 de agosto de 2018 às 11:09
As exportações cresceram 6,6% no primeiro semestre do ano, enquanto as importações aumentaram 8,8%, revelam os dados divulgados esta quinta-feira, 9 de Agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este desempenho representa um abrandamento do ritmo de crescimento do comércio internacional, já que no mesmo período do ano passado tanto as exportações como as importações cresceram mais de 12%.

Analisando o segundo trimestre do ano, o ritmo acelerou, aumentando em ambos os casos mais de 10%.

Já se isolarmos o mês de Junho, a conclusão é que as importações aceleraram significativamente (aumento de 18,1%). Já as exportações também aceleraram (8,6%), mas cresceram cerca de metade das compras ao exterior. "Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em termos homólogos, em Junho de 2018 as exportações cresceram 6,8% e as importações aumentaram 10,3%", adianta o INE.


Esta evolução ditou um agravamento do défice comercial de 641 milhões de euros para um total de 1,68 mil milhões de euros.

 

A contribuir para este aumento mais expressivo das importações esteve a compra de combustíveis e lubrificantes, cujas importações quase duplicaram no mês de Junho, "essencialmente devido à importação de produtos primários no comércio Extra-UE", adianta o INE.

 

Espanha continua a ser o grande parceiro comercial de Portugal, a liderar o ranking do maior importador e exportador. França e Alemanha surgem a seguir.

 

Em destaque estão as relações comerciais com Angola, num período marcado pela contínua queda. O INE realça que no acumulado do primeiro semestre do ano as vendas a este país africano diminuíram 15,5%.


(Notícia actualizada às 11:32 com mais informação)



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