Conjuntura INE deverá anunciar melhor trimestre para a economia portuguesa em quase sete anos

INE deverá anunciar melhor trimestre para a economia portuguesa em quase sete anos

As instituições que acompanham a economia nacional antecipam que o PIB terá crescido mais de 2% no primeiro trimestre, algo que não acontece desde 2010. Os dados serão conhecidos na segunda-feira.
INE deverá anunciar melhor trimestre para a economia portuguesa em quase sete anos
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 12 de maio de 2017 às 12:18

Na próxima segunda-feira, 15 de Maio, o Instituto Nacional de Estatística (INE) deverá revelar que a economia portuguesa viveu, entre Janeiro e Março deste ano, o seu melhor trimestre desde 2010, com o PIB a crescer mais de 2%, em termos homólogos.

É essa a convicção das instituições que analisam a economia nacional, e que têm revisto em alta as suas projecções para a evolução do produto interno bruto (PIB), não só em relação ao primeiro trimestre, como também ao conjunto do ano. Desde o período entre Abril e Junho de 2010 – em que a economia cresceu 2,5% - que o PIB não sobe mais de 2%.

As estimativas mais optimistas chegaram do Católica-Lisbon Forecasting Lab (NECEP), que antecipa uma subida do PIB de 2,7% entre Janeiro e Março, em termos homólogos, o que, a confirmar-se, será a expansão mais pronunciada desde o quarto trimestre de 2007. Em cadeia, a subida será de 0,9%.

"Este crescimento trimestral do produto reflecte aquela que parece ser a melhoria da situação económica, nomeadamente, em termos de recuperação do investimento e do rendimento disponível, que cresceu 2,8% no ano passado em termos reais", assinala a folha do NECEP, revelada há um mês, acrescentando que "caso se materialize a estimativa ora avançada, tratar-se-á do crescimento homólogo mais expressivo desde o quarto trimestre de 2007".
 

Confiantes estão também os economistas do ISEG, que acreditam que o PIB terá subido 2,4% em termos homólogos e 0,6% em relação aos três meses anteriores.

No entanto, a composição do crescimento será diferente da do último trimestre de 2016, caracterizando-se por uma subida mais moderada do consumo privado, um crescimento mais intenso da formação bruta de capital fixo e um aumento mais forte das exportações e importações mas com um resultado ligeiramente negativo em termos do contributo da Posição Externa Líquida.

Ligeiramente abaixo das projecções do ISEG estão as estimativas do Fórum para a Competitividade que apontam para um crescimento de 2,1% no primeiro trimestre, em termos homólogos, e 0,4% em cadeia.

Nesta mesma comparação – em relação ao trimestre anterior – as estimativas do BBVA são de 0,2% e do Montepio entre 0,3 e 0,5%.

O Montepio justificou a previsão com "os dados robustos sobre actividade retalhista e industrial" registados em Fevereiro, e ainda com "a nova subida do indicador de sentimento económico no mês de Março" e que permitiu superar "pela primeira vez, os níveis pré-crise de 2008/2009".



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mais votado Anónimo Há 2 semanas

É generalizado. A conjuntura mundial é boa. Só Estados falhados em guerra, como a Síria e a Venezuela, é que este ano e no próximo não crescem. A questão está na qualidade e adequabilidade do mix de factores produtivos alocados que variam muito de governo para governo, de país para país, deixando nuns casos a respectiva economia com fortes vectores de equidade e sustentabilidade futura e noutros com fortes vectores de iniquidade e insustentabilidade futura. "A economia grega deverá retomar o crescimento este ano e consolidar o mesmo em 2018, depois da interrupção da recuperação no quarto trimestre de 2016, segundo as previsões da primavera da Comissão Europeia, hoje divulgadas em Bruxelas. Assim, o Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia deverá crescer 2,1% este ano e 2,5% em 2018".

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

O essencial de uma entrevista com Schäuble em Maio de 2017 é isto: "Alemanha e a França estavam praticamente ao mesmo nível em termos de performance económica em 2003, antes de o antigo chanceler Gerard Schroeder ter implementado uma reforma na área laboral."

Anónimo Há 2 semanas

Hoje em dia a UE já faz transferências e concede ajudas e financiamentos aos Estados-membros menos ricos e desenvolvidos. No futuro, com uma UE federal com um orçamento maior e mais competências políticas a nível federal, mais direitos (como mais transferências para os Estados e economias que têm menos e mais e melhor cidadania europeia) implicarão ainda mais deveres (como reformas adequadas feitas na íntegra e de forma atempada) para cada Estado-Membro. Esses deveres, tantas vezes referidos por instituições como a Comissão Europeia, o FMI e a OCDE de forma quase informal e geralmente inconsequente, hoje em dia não são cumpridos. Com uma UE federal existirão meios e ferramentas para que as reformas, os deveres, avancem no seu tempo e Estados-Membros como Portugal e a Grécia não se desleixem e atrasem tanto por força dos seus políticos eleitoralistas mais irresponsáveis, dos seus sindicalistas chantagistas mais fundamentalistas e dos seus banqueiros criminosos mais extorsionários.

Anónimo Há 2 semanas

Muita da riqueza que se cria ou das ajudas que recebem sob a forma de financiamentos europeus em Portugal foram e continuam a ir parar às contas bancárias de excedentários e ex-excedentários da função pública, da banca e de outras empresas privadas que vivem penduradas no excedentarismo, corrupção e demais despesismo.

Anónimo Há 2 semanas

Isto é um sinal importante de que o caminho iniciado em 2011 após a crise, compensou. Este governo navega em cima dos esforços do anterior e temos de agradecer ao anterior governo e a PPC. Espero que Costa com estes sucessos que lhe caíram no colo não estrague tudo!

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