Conjuntura Natixis: Crescimento do PIB é “boa notícia” e potencialmente “positivo” para a revisão da Fitch

Natixis: Crescimento do PIB é “boa notícia” e potencialmente “positivo” para a revisão da Fitch

O banco de investimento acredita que a sustentabilidade da situação económica e orçamental de Portugal, evidenciada pelos números do PIB, pode ser positiva para a próxima revisão do rating pela Fitch,
Natixis: Crescimento do PIB é “boa notícia” e potencialmente “positivo” para a revisão da Fitch
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 14 de novembro de 2017 às 11:15

O Natixis considera que o crescimento de 2,5% da economia portuguesa no terceiro trimestre deste ano é uma "boa notícia", e potencialmente positivo para a próxima revisão do rating por parte da agência Fitch, agendada para 15 de Dezembro.

"Os dados publicados hoje são boas notícias já que indicam que o crescimento de Portugal é resiliente", destaca o banco de investimento numa nota a que o Negócios teve acesso.

O Natixis refere que a recuperação do crescimento em Portugal goza de um contributo "um pouco melhor da procura doméstica e um comércio externo resiliente" ao mesmo tempo que o ajustamento orçamental em curso "deverá ter um impacto neutro na actividade".

Para o banco francês, outra fonte de optimismo "vem do lado financeiro", depois de a S&P ter tirado Portugal do lixo e de a Moody’s ter melhorado o outlook de estável para positivo, "reconhecendo o crescimento económico resiliente de Portugal e a melhoria da situação orçamental".

"Neste contexto, a sustentabilidade da situação económica e orçamental positiva, como evidenciado pelo sólido crescimento económico e pelo défice orçamental em rápido declínio, pode ser considerada como positiva para a próxima revisão de rating soberano de Portugal pela Fitch a 15 de Dezembro", conclui o banco francês.

Esta manhã, o INE revelou que a economia portuguesa cresceu 2,5% entre Julho e Setembro, um ritmo inferior ao dos dois trimestres anteriores. Segundo o INE, este resultado é explicado por um abrandamento do investimento e das exportações que a aceleração do consumo não compensou.




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