Conjuntura Portugal é sétimo país da UE com mais nascimentos fora do casamento

Portugal é sétimo país da UE com mais nascimentos fora do casamento

Em 2016, mais de 5,1 milhões de bebés nasceram na União Europeia (UE) com cada vez mais nascimentos fora do casamento. Portugal é um dos oito países onde mais de metade dos nascimentos deu-se fora do matrimónio.
Portugal é sétimo país da UE com mais nascimentos fora do casamento
Reuters
Pedro Curvelo 16 de abril de 2018 às 16:11

Os números divulgados esta segunda-feira, 16 de Abril, pelo Eurostat revelam que o peso dos nascimentos fora do casamento tem vindo a aumentar em todos os Estados-membros, embora com ritmos muito diferentes.

França é o país da UE com maior percentagem de nascimentos fora do matrimónio (59,7%), seguida da Bulgária e Eslovénia (ambas com 58,6%). Portugal ocupa o sétimo posto, com 52,8% dos nascimentos fora do casamento.

Estónia (56,1%), Suécia (54,9%), Dinamarca (54%) e Holanda (50,4%) são os outros países onde mais de metade dos bebés nasceu fora do matrimónio.

No extremo oposto encontram-se a Grécia (9,4%), Croácia (18,9%), Chipre (19,1%) e Polónia (25%).

Comparando com o ano de 2000, o peso dos nascimentos fora do matrimónio aumentou em todos os Estados-membros, embora com ritmos bastante diferentes. Assim, enquanto nos países mediterrânicos registou-se uma forte subida – casos do Chipre (2,3% em 2000 para 19,1% em 2016), Malta (10,6% para 31,8%), Itália (9,7% para 28%) e Portugal (22,2% para 52,8%) – nos países nórdicos, Reino Unido, Irlanda e nos países do Báltico, a proporção manteve-se relativamente estável.

Recuando a 1986, verifica-se que Portugal passou de um em cada oito nascimentos fora do matrimónio (12,8%) para mais de metade (52,8%). No Chipre, por exemplo, em 1986 apenas 0,5% dos nascimentos ocorriam fora do casamento, número que subiu para 19,1% 30 anos depois.

Entre os países europeus fora da UE, a Islândia destaca-se ao registar 69,6% dos nascimentos fora do matrimónio.




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comentários mais recentes
Camponio da beira Há 1 semana

Ao anterior comentador. S´os gays é que casam , os paneleiros (os pobres) ainda têm alguma vergonha.

DÊCADÊNCIA MÓRBIDA DA SOCIEDADE Há 1 semana

O título da notícia é resultado do nosso "prafrentexismo", liderado pelo feminismo mais desbargado e atentatório da instituição Família, "prafrentexismo" em que se podem incluir abortos sociais como casamentos entre paneleiros, entre lésbicas e a possibilidade de estes casais adoptarem crianças.

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