Conjuntura Segundo trimestre da economia europeia foi o pior desde o final de 2016

Segundo trimestre da economia europeia foi o pior desde o final de 2016

A média do PMI para a Zona Euro no segundo trimestre foi a pior desde o quarto trimestre de 2016. Contudo, Junho surpreendeu pela positiva.
Segundo trimestre da economia europeia foi o pior desde o final de 2016
Bloomberg
Tiago Varzim 04 de julho de 2018 às 10:21

Os dados finais do índice compósito de gestores de compras (PMI) da IHS Markit de Junho confirmam que houve uma aceleração no final do segundo trimestre. O índice saltou de 54,1 em Maio para 54,9 pontos em Junho, sinal que contraria a tendência de desaceleração. Contudo, a média do segundo trimestre foi de 54,7 pontos, a mais baixa desde o quarto trimestre de 2016.


"A economia da Zona Euro reconquistou alguma tracção no final do segundo trimestre", refere a IHS Markit, com a expansão das empresas, principalmente no sector dos serviços que atingiu máximos dos últimos quatro meses. No entanto, o ritmo que foi perdido durante o arranque do ano ainda não foi totalmente recuperado.

Em causa está, por exemplo, uma diminuição do optimismo dos empresários que atingiu mínimos de um ano e meio. Para o chefe-economista da Markit, Chris Williamson, esta queda do sentimento positivo deve-se à "intensificação dos nervos à volta do cenário macroeconómico", principalmente por causa da guerra comercial.

A previsão para o crescimento em cadeia do PIB da Zona Euro no segundo trimestre do ano é de 0,5%, acima dos 0,4% registados no primeiro trimestre. "Junho trouxe também novas ordens [de compra] e estimulou o crescimento do emprego, o que sugere que o aumento da procura continua a dar razões às empresas para expandir", refere Williamson.


Para o economista-chefe da IHS Markits a "reviravolta no ritmo do crescimento económico e o ressurgimento das pressões nos preços dá mais força à visão do BCE [Banco Central Europeu] de que os estímulos devem afunilar no final deste ano, mas os detalhes do inquérito também justificam cautela por parte da estratégia do banco central".




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