Cultura Costa anuncia permanência de colecção Miró no Porto

Costa anuncia permanência de colecção Miró no Porto

Os quadros de Miró que estão na esfera do Estado vão ficar no Porto em permanência, anunciou António Costa. A forma como tal irá acontecer não foi explicada pelo primeiro-ministro.
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Lusa Negócios 27 de setembro de 2016 às 13:10

O primeiro-ministro anunciou esta terça-feira, 27 de Setembro, que o Executivo socialista já se decidiu pela manutenção permanente na cidade do Porto da colecção de arte plástica do artista catalão Joan Miró, o maior conjunto de obras mundial daquele autor.

 

"O Governo já tomou a decisão de fixar definitivamente na cidade do Porto a famosa colecção dos quadros de Miró de forma a que o Porto possa ter um novo polo de atractividade que ajude a consolidar e a reforçar a que tem tido ao longo dos últimos anos", afirmou António Costa, na inauguração da III Cimeira do Turismo Português, que decorre hoje, no Museu do Oriente, Lisboa, assinalando o Dia Mundial daquele sector económico.

 

A colecção Miró passou para a posse do Estado depois da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) em 2008.

 

O primeiro-ministro realçou que "o crescimento do turismo só pode resultar se houver actividade conjunta forte entre sector público e privado. Ao Estado cabe-lhe criar boas condições para que o investimento possa ter mais sucesso, investir na formação em escolas de turismo, na promoção, em novas rotas..."

 

"É por isso que iremos continuar nesta estratégia de valorizar o património e reforçar as condições para valorizar alguns destinos turísticos. Como por exemplo o Porto, que vai receber a colecção de quadros Miró", acrescentou.


O Museu de Serralves acolhe a partir de sexta-feira a exposição "Joan Miró: Materialidade e metamorfose", que integra 80 obras daquele artista (a colecção tem 85).

 

Na segunda-feira, o Bloco de Esquerda defendeu que as obras de Miró ficassem expostas em permanência no Porto e mostrou-se "empenhado" em garantir essa solução, nomeadamente junto do Governo.

 

A informação foi transmitida aos jornalistas depois de uma comitiva bloquista ter sido recebida a seu pedido na Câmara do Porto pelo autarca Rui Moreira, que, em Julho, revelou estar a conversar com o Governo para avaliar potenciais espaços para acolher a colecção do artista. 




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