Cultura No dia em que faria 89 anos, o escritor António Alçada Baptista ganha uma rua em Lisboa

No dia em que faria 89 anos, o escritor António Alçada Baptista ganha uma rua em Lisboa

A Câmara de Lisboa homenageou esta sexta-feira António Alçada Baptista, no dia em que faria 89 anos. Guilherme d'Oliveira Martins esteve presente na cerimónia que atribuiu o nome do escritor a uma rua em Lisboa.
No dia em que faria 89 anos, o escritor António Alçada Baptista ganha uma rua em Lisboa
Miguel Baltazar/Negócios
Liliana Borges 29 de Janeiro de 2016 às 22:32

António Alçada Baptista, escritor e um dos grandes divulgadores e dinamizadores da cultura portuguesa, faria 89 anos esta sexta-feira, 29 de Janeiro. Em sua homenagem, a Câmara Municipal de Lisboa atribuiu o seu nome a um arruamento da cidade de Lisboa, na freguesia de São Domingos de Benfica, junto a outras artérias que "evocam nomes ligados à língua e literatura portuguesas", numa cerimónia realizada durante esta tarde.

Presente na homenagem esteve Guilherme d’Oliveira Martins, membro executivo do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian desde Novembro de 2015 e anterior presidente do Tribunal de Contas, cargo que desempenhou entre 2005 e 2015.

Guilherme d’Oliveira Martins elogiou o trabalho do escritor homenageado, de quem era "um amigo muito chegado", descrevendo-o como "uma das grandes referências da cultura portuguesa" e recordando o seu papel enquanto fundador e editor da revista "O Tempo e o Modo", uma revista portuguesa cuja primeira publicação data de Janeiro de 1963 e que marcou a sociedade pela abertura de horizontes políticos e culturais. Uma revista que teve "um papel fundamental na preparação da democracia", partilhou ao Negócios Guilherme d’Oliveira Martins.

"António Alçada Baptista empenhou a sua fortuna pessoal nesta generosa acção de apoiar os escritores e artistas num momento muito difícil, em que havia a censura", destacou o jurista e político português. 

A revista, que contou com a colaboração de dois Presidentes da República, Mário Soares e Jorge Sampaio, recebeu de Guilherme d’Oliveira Martins o elogio de uma "premonição de António Alçada Baptista em lançar as bases daquilo que viria a ser a democracia institucionalizada", "num tempo em que não havia condições para o fazer sem elevados riscos pessoais".






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