Defesa PJ vai comprar software para extrair dados de telemóveis à distância

PJ vai comprar software para extrair dados de telemóveis à distância

A PJ está a adquirir um “sistema de aquisição remota de prova digital em terminais de comunicações móveis”. A despesa, que atingirá 2,9 milhões de euros (já com IVA) foi autorizada pelo Governo e permitirá aceder a telemóveis de suspeitos à distância.
PJ vai comprar software para extrair dados de telemóveis à distância
Bruno Simão/Negócios
Bruno Simões 03 de janeiro de 2018 às 18:57

A Polícia Judiciária (PJ) está a adquirir um sistema que lhe vai permitir fazer a "aquisição remota de prova digital" em "terminais de comunicações móveis". O sistema pode ser demasiado hermético descrito nestes termos; trocando por miúdos, está em causa a aquisição de um sistema informático com ferramentas que permitem fazer a recolha de dados dentro de telemóveis (em especial smartphones) à distância, apurou o Negócios junto de fonte policial.

 

Essa recolha de dados será feita cumprindo os "procedimentos legais", garantiu a mesma fonte (presumindo-se que isso signifique que apenas mediante autorização de um juiz), e permitirá tirar partido da miríade de dados que existem dentro dos equipamentos móveis de suspeitos da prática de crimes, através dos quais é feita a generalidade das comunicações (quer telefónicas quer através de aplicações móveis).

 

O despacho do Governo que autoriza a repartição de encargos com o sistema em 2017, 2018 e 2019 foi publicado hoje em Diário da República. O Executivo deu luz verde para uma despesa máxima de 2,95 milhões de euros com o referido "sistema de aquisição remota de prova digital em terminais de comunicações móveis", já incluindo o IVA. Este sistema será financiado em 30% por fundos europeus.

 

A compra deste sistema é justificada pela necessidade de dotar a PJ dos "meios técnicos adequados à promoção e reforço da prevenção e da repressão da criminalidade transnacional grave e organizada", em especial o "terrorismo, o tráfico de seres humanos, o cibercrime, o tráfico de droga, o crime económico-financeiro", e de fomentar a "cooperação quer com os restantes Estados-membros quer com Países Terceiros".

 

Neste momento, o processo de aquisição do referido sistema está em curso, prevendo-se que fique concluído nos próximos meses.




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mais votado Anónimo 03.01.2018

Desde que não seja possível a nenhum esses senhores e senhoras "adicionar dados" à distância sem serem imediatamente descobertos, tudo bem.

comentários mais recentes
policia,gnr,militar velhinhos 60 anosSEM CORTES 04.01.2018

em portugal ate os ciganos e epssoal dos bairros sociais com casa a custa dos impostos dos tugas, tem telemovel

vai ser um problema pra PJ

ainda bem que nós ficamos sem tesão para tarefas basicas aos 60 anos

orientar rebanhos nos dias da bola , cansa muito

Anónimo 04.01.2018

Uiiiiiiii,.... quem é que vai ganhar tanto € com isto tudo ? Ainda acreditam no Pai natal ?
nao sabem que os smartfones hoje podem estar encriptados ?
Existem milhares de versoes de androide... saiem todas as semanas novas versoes ?
O dito software tambem tira finos??? Querem enganar quem ?

Anónimo 04.01.2018

E é preciso comprar?

A PIDE moderna? 04.01.2018

Com o pretexto de combater a criminalidade os espiões apoderam-se de toda a informação privada de um povo. Salazar e a sua PIDE ficariam orgulhosos.

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