Economia  Investimento público e privado unidos para um melhor crescimento

Investimento público e privado unidos para um melhor crescimento

Portugal só tem a ganhar se o investimento público e privado se complementarem, criando assim um crescimento mais sustentável. O país está cada vez mais no radar de investidores estrangeiros de diversos sectores.
 Investimento público e privado unidos para um melhor crescimento
Bruno Simão
André Cabrita-Mendes 20 de junho de 2017 às 22:52

O investimento público e o privado devem complementar-se para criar as bases para um melhor crescimento económico.

Esta foi uma das conclusões do painel "Investimento em Portugal e na Europa - perspectivas" que teve lugar durante a conferência anual do Jornal de Negócios.

Para o economista-chefe do Santander Totta, mais importante do que fazer distinções entre investimento público e privado é saber se o investimento é produtivo.


Rui Constantino apontou assim a importância do investimento ser "produtivo e que contribua para criar emprego e melhorar a capacidade de crescimento da economia".

Por isso, o economista defende que "deve haver complementaridade entre investimento público e privado no sentido de alavancar o potencial de crescimento. Muitas vezes o investimento público colmata lacunas onde o sector privado não pode entrar", destacou.

"Deve haver complementariedade entre o investimento público e privado no sentido de alavancar o potencial de crescimento." Rui constantino, Economista-chefe do Santander

Desta forma, Rui Constantino defendeu que "havendo uma visão integrada com o sector privado" o país pode "lançar as bases para ter melhor investimento, porque mais investimento não é sinónimo de mais crescimento".

O investimento produtivo está em recuperação desde o final de 2013, e tem vindo a ganhar mais  força desde o final de 2016. Este acelerar do investimento vai assim contribuir para o crescimento da economia nos próximos anos.

"Este é um factor bastante positivo que vai lançar as bases associadas ao crescimento das exportações e para uma recuperação mais sólida da economia, com crescimentos próximos de 2%, e este ano claramente acima de 2%", disse o economista-chefe do Santander Totta.

Uma prova desta recuperação é que o investimento directo estrangeiro nominal está em máximos de duas décadas no país, conforme concluiu a consultora EY num estudo publicado recentemente.

Portugal registou assim 59 projectos de investimento directo estrangeiro em 2016, o valor mais elevado desde 1997.

"A percepção do país aumentou exponencialmente no último ano quer por investidores que já estão cá, quer por investidores que estão a começar a analisar oportunidades", disse Florbela Lima, da EY.

Em relação a novos investimentos, a responsável apontou que o país tem captado a atenção de empresas de diversos sectores. "Desde "business services", tecnológicas, investigação e desenvolvimento, sector automóvel. Conseguimos ver uma panóplia muito grande de investidores e de sectores que se tornam atractivos", afirmou Florbela Lima, destacando naturalmente o imobiliário e o turismo.

Rui Constantino revelou a estimativa actualizada de crescimento do banco para a economia portuguesa este ano: 2,6%. "Este ano estamos a prever um crescimento de 2,6% fruto da dinâmica que veio do ano passado", revelou. O crescimento vai ter como base o consumo privado, mas também as exportações, destacou o economista, que salientou igualmente o bom momento das economias à nossa volta. 

"A percepção do país aumentou exponencialmente quer por investidores que já estão cá, quer por investisdores que estão a analisar oportunidades." Florbela lima - EY



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