Saúde  João Semedo: É possível ultrapassar a crise em que a direita mergulhou o SNS

João Semedo: É possível ultrapassar a crise em que a direita mergulhou o SNS

O antigo coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo afirmou este sábado que "é possível ultrapassar a crise em que a direita mergulhou" o Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas que a esquerda tem de se unir nesse objectivo.
 João Semedo: É possível ultrapassar a crise em que a direita mergulhou o SNS
Cátia Barbosa/Negócios
Lusa 06 de janeiro de 2018 às 20:41

Sem ignorar que, no passado, "nem sempre o PS escolheu a melhor opção para o SNS", João Semedo frisou este sábado, 6 de Janeiro, em Coimbra, que apenas juntos "é possível ultrapassar a crise em que a direita mergulhou" o Serviço Nacional de Saúde.

"Separados não conseguimos", asseverou, sendo aplaudido pelas centenas de pessoas que assistiam à apresentação do livro "Salvar o SNS - uma nova Lei de Bases da Saúde para defender a Democracia", da autoria de João Semedo e do principal impulsionador do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, que não pôde estar presente na sessão por questões de saúde.


Segundo o antigo coordenador bloquista, salvar o SNS "não é preocupação e nem está nas mãos dos dirigentes do CDS e do PSD", sendo que este desígnio é "responsabilidade da esquerda e dos seus dirigentes, a quem se exige um esforço para aproximar posições".


"É essa convicção, essa consciência, essa exigência que enche esta sala por completo", notou.


Apesar de considerar que uma nova lei de bases não basta "para libertar o SNS das suas indisfarçáveis dificuldades", João Semedo frisou que "nada se conseguirá mudar sem mudar a lei de bases".


A razão, explicou, "é muito simples": "É que esta lei de bases [a vigente] foi criada para dar cabo do SNS e dar cabo do SNS através de uma estratégia tão perversa como muitíssimo eficaz".


Segundo o antigo coordenador do Bloco, a estratégia passou por uma "transferência massiva do SNS para o sector privado".


De acordo com João Semedo, nesta estratégia, as parcerias público-privadas (PPP) "são a jóia da coroa", tendo criado uma "formidável almofada financeira" através de transferências do Orçamendo do Estado para o sector privado.


"As PPP transformaram o Serviço Nacional de Saúde na banca de investimento do negócio privado da saúde", criticou.


No final do seu discurso, João Semedo sublinhou "o único consenso que há na política da saúde": o aumento do orçamento do SNS.


"Eu direi que é um consenso interesseiro, porque uns querem mais dinheiro para o SNS para melhorarem o SNS, mas outros querem mais dinheiro no SNS para irem buscar lá mais dinheiro", vincou.


João Semedo espera agora que se consiga fazer aprovar uma lei de bases "em linha" com os princípios fundadores do SNS, passando o país a ter "uma segunda dívida de gratidão para com António Arnaut".


"A primeira pela construção do SNS e a segunda [por] este seu contributo para a reconstrução do SNS", concluiu.




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mais votado Leaodabelgica Há 1 semana

Olha lá ó grande bruto foi a esquerda que arrebentou com o sns. No tempo do recluso 44 até põs a lei quem estive-se de baixa médica era considerado salário,e que eu saiba baixa,e desemprego não são salários,tem vergonha o be não tem contribuído para nada,aprova uma coisa e de seguida é contra,pensas que o povo anda a dormir patego.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Quer abafar a traição da Catarina: Mortandade em incêndios e legionela, o estado lastimável dos doentes nos hospitais, forçar o povo à emigração, IMPOSTOS, ...

5640533 Há 1 semana

Até que enfim Arnault percebeu que fez tudo mal.

Anónimo Há 1 semana

Hipocrisia no seu maximo, quando se analisa e gere baseado apenas em ideologia e preconceitos dá origem a estas ideotices, por isso e que paises onde estas ideologias chegaram ao poder acabaram em miseria e fome. Estes hipocritas nem sabem como funcionam os hospitais publicos porque nao os utilizam. Outro exemplo e dos transportes, durante o governo anterior funcionavam bem, agora a qualidade e miseravel. Eu sei do que falo, utilizo diariamente o metro. Não existe nada pior para o serviço publico que as esquerdas demagogicas e populistas.

Ideologo Há 1 semana

Demasiada ideologia e preconceito! Façam um inquérito isento a utentes de hospitais em PPP para avaliarem acesso, qualidade e se de facto preferiam gestão pública. Sou utente de um e não tenho motivo de queixa...até lí que saem mais barato ao Estado!

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