Economia 100 milhões para Guimarães acolher centro de excelência em Medicina Regenerativa

100 milhões para Guimarães acolher centro de excelência em Medicina Regenerativa

A Comissão Europeia aprovou um financiamento de 15 milhões de euros para a criação do centro europeu de Excelência em Medicina Regenerativa e de Precisão. A estrutura terá a coordenação da Universidade do Minho e o investimento deve chegar aos 100 milhões de euros.
100 milhões para Guimarães acolher centro de excelência em Medicina Regenerativa
Paulo Duarte
Bruno Simões 15 de Novembro de 2016 às 10:15
Guimarães vai acolher um centro de investigação de excelência europeu em Medicina Regenerativa e de Precisão, anunciou esta segunda-feira a Universidade do Minho, em comunicado. A Comissão Europeia aprovou um financiamento directo de 15 milhões de euros para a criação deste centro, mas a nova estrutura terá também o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e de três Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR): Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo. Prevê-se que o investimento total na instalação do novo centro "possa aproximar-se, nos próximos sete anos, dos 100 milhões de euros", lê-se no comunicado da UM.

O projecto aprovado pela Comissão Europeia, num processo "altamente competitivo", tem como objectivo criar em Portugal "um novo centro de investigação de excelência" multidisciplinar na área da Medicina Regenarativa e de Precisão. O centro vai chamar-se The Discoveries Center e vai "focar-se em investigação multidisciplinar, que será traduzida em métodos inovadores a serem aplicados na prevenção e no tratamento de doenças músculo-esqueléticas, neurodegenerativas e cardiovasculares".

O centro de investigação vai ficar sediado no AvePark, o Parque de Ciência e Tecnologia das Caldas das Taipas, em Guimarães, cidade onde se localiza um dos campus da Universidade do Minho, e o edifício onde se vai instalar vai custar 11 milhões de euros, assegurados pela CCDR Norte e pela FCT. A nova infraestrutura vai fazer parte do "Roteiro Nacional de Infraestruturas Científicas promovido pela FCT, denominado TERM Research Hub".

O maior centro de investigação em medicina regenerativa da Europa

De acordo com a Universidade do Minho, o TERM Research Hub será "um das maiores e mais produtivos hubs de investigação da Europa em engenharia de tecidos humanos, medicina regenerativa, biomateriais e células estaminais". O hub, que terá sede igualmente no AvePark, compreenderá "o edifício actual do grupo 3B’s da UM, que também é sede do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa", e ainda "um novo edifício denominado Instituto Cidade de Guimarães, a instalar numa parceria com a Câmara Municipal de Guimarães".

O centro estará ainda espalhado pelos pólos universitários do Porto, Aveiro e Lisboa e terá "um campus de suporte no centro de Londres", prossegue o comunicado da UM.

A candidatura foi "formalmente coordenada pela FCT", mas a "coordenação científica e a liderança da preparação da candidatura e futura instalação do centro" foram delegadas à Universidade do Minho, tendo o vice-reitor e director do Grupo 3B’s, Rui L. Reis, ficado responsável pelo projecto. O novo centro "resulta de uma parceria, um processo de 'teaming', entre cinco universidades portuguesas (Minho, Porto, Aveiro, Lisboa e Nova de Lisboa)" e a University College London (Londres, Reino Unido), que é "considerada uma das melhores da Europa e líder mundial em Ciências e Tecnologias da Saúde", lê-se no comunicado.

Foram apresentadas 170 candidaturas de vários países europeus e foram seleccionadas 31 para a segunda fase do projecto. Destas, "e após cerca de três anos de trabalho", apenas 10 foram seleccionadas para receberem o financiamento de Bruxelas, que ascende a 150 milhões de euros. O The Discoveries Center é o único que vai ficar sediado em Portugal.

Não é avançada uma previsão para início da actividade do centro. Os 10 finalistas do projecto encontram-se em Bruxelas a 26 de Novembro para uma conferência com o comissário europeu Carlos Moedas. A assinatura dos contratos dos projectos será feita numa cerimónia pública, igualmente em Bruxelas, em Fevereiro do próximo ano.



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mais votado JCG Há 3 semanas

Muito bem!

E nota positiva para a Universidade do Minho, que parece estar a trabalhar afincadamente e em boa direção.

É esse o caminho: só com um forte envolvimento do sistema de ensino superior (não é só distribuir diplomas e encher chouriços) se poderá corrigir e fortalecer a estrutura da economia portuguesa, assegurando a sua adaptabilidade e sustentabilidade.

Ao invés, algumas Universidades/ Politécnicos/ escolas do interior parece que ainda continuam a dormir na forma. Para algumas parece que agora a moda é encher de alunos estrangeiros, tornando as escolas numa espécie de campos de férias de verão.
No meu entender, não é por aí!
Depende do sistema de ensino superior, do seu contributo, a criação de uma esconomia nacional próspera e sustentável.
Como já aqui escrevi várias vezes, em cada escola técnica/ profissional ou devem ser criadas cadeiras e departamentos de empreendedorismo.

comentários mais recentes
alberto.sousa.18007218 Há 3 semanas

ESTÃO DE PARABÊNS, QUE NEM TUDO SEJAM MÁS NOTICIAS, NESTE PAÍS. ASSIM DÁ ORGULHO DE SER PORTUGUÊS. O RESTO É PARA ESQUECER.

Não entendo . . . Há 3 semanas

A "CEE" dá 15 e quem entra com os restante 85 Milhões ?

Anónimo Há 3 semanas

Ontem 14-11-2016, foi considerado o dia dedicado à diabetes. Em Coimbra existe uma Sra. Investigadora a desenvolver um pâncreas artificial, que seguramente precisa de apoio.

JCG Há 3 semanas

Muito bem!

E nota positiva para a Universidade do Minho, que parece estar a trabalhar afincadamente e em boa direção.

É esse o caminho: só com um forte envolvimento do sistema de ensino superior (não é só distribuir diplomas e encher chouriços) se poderá corrigir e fortalecer a estrutura da economia portuguesa, assegurando a sua adaptabilidade e sustentabilidade.

Ao invés, algumas Universidades/ Politécnicos/ escolas do interior parece que ainda continuam a dormir na forma. Para algumas parece que agora a moda é encher de alunos estrangeiros, tornando as escolas numa espécie de campos de férias de verão.
No meu entender, não é por aí!
Depende do sistema de ensino superior, do seu contributo, a criação de uma esconomia nacional próspera e sustentável.
Como já aqui escrevi várias vezes, em cada escola técnica/ profissional ou devem ser criadas cadeiras e departamentos de empreendedorismo.

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