Economia A semana em cinco minutos: A subida dos juros, a pressão do Eurogrupo e o conforto da DBRS

A semana em cinco minutos: A subida dos juros, a pressão do Eurogrupo e o conforto da DBRS

Um furacão financeiro atingiu Portugal esta semana. Costa e Centeno prometeram medidas adicionais a Bruxelas. Guterres e Marques Mendes vão ser conselheiros do Estado. E há um país com um Ministério da Felicidade.
Negócios 13 de fevereiro de 2016 às 09:30

SEGUNDA-FEIRA, 8 FEVEREIRO

 

Mercados de volta aos dias negros. Foi uma fuga generalizada ao risco. Os receios dos investidores em relação ao crescimento da economia global voltaram a subir ao palco dos mercados. As bolsas fecharam num tom vermelho vivo, o petróleo afundou mais de 2% em Londres, os juros na dívida de empresas e países de maior risco trepou, as moedas emergentes depreciaram.

 

Risco de Portugal em máximos de Março de 2014. Entre os activos que perderam valor esteve a dívida pública portuguesa, percepcionada como a mais arriscada na Zona Euro, depois da grega. Os juros da dívida pública portuguesa saltaram para 3,385%, a maior subida diária em oito meses: 25,3 pontos base. O prémio de risco, isto é, a diferença face ao juro cobrado à Alemanha, voltou a passar os 3%, o que não acontecia desde Março.

 

Eurogrupo marca avaliação do Orçamento. Os planos orçamentais do governo, que continuam a suscitar fortes reservas à Comissão Europeia, vão ser avaliados nesta quinta-feira pelos ministros das Finanças do euro, que têm a palavra final sobre o teor das recomendações dirigidas a Lisboa. O Eurogrupo costuma seguir, no essencial, a análise da Comissão Europeia. Recorde-se que a entidade liderada por Jean-Claude Juncker concluiu que as grandes linhas da proposta do Orçamento do Estado para 2016 correm o "risco de não cumprir as disposições do Pacto de Estabilidade e Crescimento". Os ministros das Finanças da Zona Euro deverão repetir o alerta laranja ao Governo.

Jean-Claude Juncker avisou que o Orçamento português corre o "risco de não cumprir as disposições do Pacto de Estabilidade e Crescimento".
Jean-Claude Juncker avisou que o Orçamento português corre o "risco de não cumprir as disposições do Pacto de Estabilidade e Crescimento".
Reuters


O Orçamento do Estado em cinco minutos. Um vídeo que lhe explica as principais alterações que a proposta de Orçamento do Estado traz para o bolso
dos cidadãos e as contas das empresas. A não perder.

 

Rui Moreira, a TAP no Porto e o Governo. O presidente da Câmara Municipal do Porto tem sido muito crítico em relação ao encerramento de rotas da TAP a partir da Invicta. E esta segunda-feira voltou à carga. Em conferência de imprensa afirmou: "Temos de parar a drenagem [no aeroporto Francisco Sá Carneiro]". Disse também que "o aeroporto do Porto é um ‘hub’ [plataforma giratória] da Ryanair" e não da TAP. Já o Governo afirmou que não irá interferir na decisão da TAP de suspender as ligações ao Porto. Para o Executivo de António Costa, o aeroporto do Porto "é, estrategicamente, uma base operacional relevante, mas não é um hub". E "Decisões sobre rotas da TAP cabem à comissão executiva".

 

Imposto sobre combustíveis domina apresentação de resultados da Galp. A petrolífera portuguesa teve lucros de 639 milhões de euros em 2015, excluindo resultados não recorrentes e efeitos de contabilização de "stocks". Um aumento de 71,5% face ao ano anterior.

 

Apollo fica com Açoreana. Já há pré-acordo para a venda da Açoreana. E o comprador é o fundo americano Apollo. Depois de ter tido mais uma semana do que o inicialmente previsto para analisar as contas da seguradora, o que mostra a delicadez do dossiê, o fundo de "private equity" ficou com a companhia de seguros de que o Banif era accionista.  O fundo, que já é dono da Tranquilidade, passa a ter mais uma empresa de seguros em território nacional. 

A Tranquilidade foi a primeira seguradora comprada pela Apollo em Portugal.
A Tranquilidade foi a primeira seguradora comprada pela Apollo em Portugal.


 Bloco de Esquerda vai propor legalização da eutanásia. O Bloco de Esquerda vai apresentar uma proposta de lei para a legalização da eutanásia, de acordo com a informação avançada pela Rádio Renascença. Ao Negócios, fonte oficial do Bloco de Esquerda acrescenta no entanto que não há datas definida para a apresentação da proposta.

 

 

TERÇA-FEIRA, 9 FEVEREIRO

 

Segundo dia negro nas bolsas. Segunda sessão desta semana, segundo dia de quedas fortes nas bolsas mundiais. Na ressaca da "segunda-feira negra", as praças do Japão foram as primeiras a sinalizar que estava pela frente outro dia difícil nos mercados accionistas. Os índices da bolsa nipónica afundaram mais de 5% num dia em que a "yield" das obrigações soberanas do país passou pela primeira vez para terreno negativo. Na Europa a sessão foi de forte volatilidade, tendo o Stoxx 600 fechado o dia a cair 1,58%, atingindo novos mínimos desde Outubro de 2014. Em Lisboa as quedas foram mais acentuadas, com o PSI-20 a ceder mais de 2% na sexta sessão consecutiva no "vermelho" que deixa o índice português muito perto de tocar mínimos de 2012.

 

Deutsche Bank no olho do furacão. A banca volta a estar no foco das preocupações dos investidores e dentro do sector é o Deutsche Bank que está no epicentro. O "stress" com o banco alemão começou na segunda-feira, depois de um analista do Credit Sights ter colocado em causa a capacidade de o Deutsche Bank reembolsar todos os cupões das obrigações de capital contingente (conhecidas por CoCo). A suspeita levou as acções do banco alemão a afundarem mais de 9%, obrigando a instituição a emitir um pouco habitual comunicado para assegurar que tem forma de cumprir as suas obrigações. 

As acções do banco alemão afundaram mais de 9%.
As acções do banco alemão afundaram mais de 9%.

 

Juros da dívida em máximos de 2014. A forte turbulência nos mercados está a levar os investidores a fugir dos activos de maior risco, o que se reflectiu também na dívida soberana dos países periféricos do euro. As obrigações portuguesas foram as mais penalizadas da região, com a "yield" dos títulos a 10 anos a disparar 3,65%, um máximo desde Outubro de 2014 que atirou o "spread" face à dívida alemã para 340 pontos base, um máximo desde Janeiro de 2014, quatro meses antes de a troika sair de Portugal. Este agravamento do risco de Portugal surge também nos dois dias seguintes à apresentação do Orçamento do Estado. Nas duas sessões, a "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos disparou mais de 50 pontos base.

A "yield" das obrigações portuguesas da 10 anos, como mostra este gráfico da Bloomberg, já subiu mais de 1 ponto percentual desde o início do ano


Choque entre comboios na Alemanha. Dois comboios de passageiros chocaram frontalmente perto da estância termal de Bad Aibling, no estado da Baviera, provocando nove vítimas mortais e mais de uma centena de feridos, 18 dos quais em estado grave. O cenário só não foi pior por ser dia de Carnaval, com as escolas e algumas empresas fechadas no país, pelo que nos dois comboios seguiam apenas 150 passageiros.

 

QUARTA-FEIRA, 10 FEVEREIRO

 

Austeridade: o princípio do fim. Mário Centeno defendeu que o fim da austeridade não deve ser confundido com falta de rigor e sustentou que, com o Orçamento do Estado para 2016, "a austeridade entra no princípio do seu fim". O ministro das Finanças fez estas declarações no Parlamento, onde apresentou o Orçamento do Estado para este ano aos deputados das comissões de Orçamento e Finanças e Trabalho e Segurança Social. O governante garantiu que o Orçamento baixa a carga fiscal, em 0,2 pontos percentuais do PIB, e sustentou que a recomposição fiscal (o maior peso dos impostos indirectos face aos directos) é benéfica para a economia e que este Orçamento inicia "um caminho de transformação estrutural da economia".

 

Patrões dizem que Orçamento cria obstáculos. A proposta de Orçamento do Estado não favorece o investimento, na análise conjunta das quatro confederações patronais. Em comunicado, CAP, CCP, CIP e CTP lembram que "um dos principais obstáculos ao investimento é a falta de previsibilidade fiscal que, mais uma vez, se revela com este Orçamento". "Em concreto, a anunciada descida gradual da taxa do IRC" que é interrompida. Segundo os patrões, a questão da redução do prazo de reporte de prejuízos reflecte-se também na alçada do IRS, afectando pela negativa as actividades profissionais e empresariais exercidas individualmente".

Como olhar para o Orçamento. São três olhares sobre o Orçamento do Estado para 2016 que Helena Garrido, directora do Negócios, propõe. Há ou não maior carga fiscal, quais as pressões a que está sujeito e o que Bruxelas poderá fazer são três grandes questões.

Meo e Nos abrem nova guerra. A dona da Meo anunciou que vai suspender a emissão do Porto Canal na plataforma da concorrente Nos. A PT Portugal adianta que informou as autoridades competentes desta decisão, que foi tomada porque a Nos não apresentou uma "contraproposta concreta" relativa à distribuição da BTV e da Sporting TV. Em reposta à decisão da Meo, a Nos sublinha que fez "todos os esforços negociais" e acusa a PT Portugal de ser "irrazoável" e inflexível".


Guterres e Marques Mendes no Conselho de Estado. O Presidente da República eleito, Marcelo Rebelo de Sousa, já fez as suas escolhas para o Conselho de Estado e dirigiu convites a personalidades ligadas aos tradicionais partidos do arco da governação. Marcelo convidou Marques Mendes e reconduziu Leonor Beleza, ambos ligados ao PSD. Também convidou o ex-primeiro-ministro António Guterres e Eduardo Lourenço, ligados ao PS, e o ex-dirigente do CDS António Lobo Xavier.

António Guterres foi convidado por Marcelo Rebelo de Sousa para o Conselho do Estado.
António Guterres foi convidado por Marcelo Rebelo de Sousa para o Conselho do Estado.


Daniel Bessa diz adeus à Cotec. 
Daniel Bessa renunciou ao cargo de director-geral da Cotec – Associação Empresarial para a Inovação. A notícia foi avançada pelo Diário Económico e confirmada pelo Negócios. O antigo ministro da Economia de António Guterres liderava a Cotec desde 2009. Os motivos que levaram à saída não são especificados


Exportações cresceram 3,6%. Em 2015 as exportações portuguesas registaram um aumento de 3,6% em relação ao ano anterior, o que representa uma aceleração face ao acréscimo de 1,7% registado em 2014. Já as importações aumentaram 1,9% durante todo o ano passado, revelam os números diculgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Aborto e adopção por casais gays avançam. O Parlamento confirmou, por maioria absoluta, as leis vetadas no final de Janeiro pelo Presidente da República, Cavaco Silva, sobre a adopção por casais homossexuais e as alterações à lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Agora, Cavaco Silva é obrigado, segundo a Constituição, a promulgar leis que vetou a 25 de Janeiro. O chefe de Estado terá de promulgar os diplomas no prazo de oito dias a contar da sua recepção.


Felicidade vai ter Ministério. Os Emirados Árabes Unidos vão criar um Ministério da Felicidade. Este novo ministério tem o objectivo de "alinhar e dirigir as políticas governamentais para criar o bem social e a satisfação", anunciou o xeique Mohammed bin Rashid Al Maktoum, primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos. Além do Ministério da Felicidade, os Emirados Árabes Unidos vão também criar o Ministério da Tolerância. 

 

 

QUINTA-FEIRA, 11 FEVEREIRO

 

Costa: Eurogrupo dará mais confiança. António Costa considera que há vários motivos para a subida dos juros da dívida portuguesa, mas sublinha que a posição do Eurogrupo, que reuniu os ministros das Finanças da Zona Euro, tem influência e que, quando for conhecida, vai trazer calma aos mercados. "Ao longo de toda a semana, tem havido uma evolução dos juros no conjunto da Zona Euro, de que Portugal não é isento. Acho que há causas várias mas seguramente a conclusão do Eurogrupo sobre a apreciação do Orçamento do Estado ajudará a reforçar a confiança", disse o primeiro-ministro aos jornalistas. A taxa exigida pelos investidores para deterem dívida portuguesa ultrapassou neste dia a barreira dos 4% pela primeira vez desde Março de 2014.

O primeiro-ministro diz contar com o apoio do Eurogrupo para reforçar a confiança sobre Portugal.
O primeiro-ministro diz contar com o apoio do Eurogrupo para reforçar a confiança sobre Portugal.
Pedro Elias


Centeno prepara medidas adicionais. O ministro das Finanças, Mário Centeno, confirmou que o Governo vai preparar medidas adicionais pedidas pelo Eurogrupo no âmbito do Orçamento do Estado, mas disse acreditar que não será necessário pô-las em prática. "As medidas serão preparadas para serem tomadas quando for necessário, estando certos de que não precisaremos dessas medidas", afirmou Centeno em Bruxelas à saída da reunião do Eurogrupo que analisou a proposta de Orçamento do Estado entregue por Portugal à Comissão Europeia. 

 

Schäuble sugere a Costa que faça o mesmo que Passos. O ministro alemão das Finanças aconselhou o Governo de António Costa a não abandonar o rumo que vinha sendo seguido pelo executivo de Passos Coelho, afirmando que a anterior trajectória estava a ser "bem sucedida", ao passo que a actual está a ter reflexos negativos nos mercados, com o acentuado agravamento dos indicadores que sinalizam as condições de financiamento do Estado e da economia portuguesa.

O ministro das Finanças alemão sugere que António Costa mude de rumo.
O ministro das Finanças alemão sugere que António Costa mude de rumo.


PSI-20 desvalorizou mais de dois mil milhões.PSI-20 encerrou a sessão a desvalorizar 4,47% para 4.460,63 pontos, com 16 cotadas a negociar em queda e apenas uma em alta, seguindo assim o sentimento que esteve a marcar o dia nas principais praças bolsistas internacionais. O PSI-20 desvalorizou 2,26 mil milhões de euros na sessão. Foi ainda a maior queda diária da bolsa desde 24 de Agosto do ano passado.


Aeroporto de Lisboa passa a chamar-se Humberto Delgado. O Governo decidiu que o aeroporto de Lisboa vai passar a chamar-se Humberto Delgado, a partir de 15 de Maio, altura em que se comemora o aniversário do nascimento do militar, auniciou o ministro das Infraestruturas. O ministro Pedro Marques justificou a opção lembrando que Humberto Delgado "foi uma figura maior da oposição ao regime da ditadura, teve um papel muito relevante na área da aviação civil" e presidiu à fundação da TAP.


NATO vai ajudar refugiados no mar Egeu. O agrupamento naval da NATO que se encontra no Mediterrâneo vai deslocar-se "imediatamente" para o Mar Egeu, dando início às missões de vigilância e salvamento de refugiados, anunciou de Fevereiro, o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg. O secretário-geral da NATO acrescentou que os navios da Aliança Atlântica que se encontram no Mediterrâneo vão operar em coordenação com embarcações militares gregas e turcas e com os meios da Frontex, a agência que controla as fronteiras da União Europeia.


SEXTA-FEIRA, 12 FEVEREIRO

Costa confirma medidas adicionais. O primeiro-ministro confirmou que o Governo está a preparar medidas adicionais e responsabilizou o anterior Governo pela subida dos juros da dívida pública, mas não avançou com detalhes. "O que iremos fazer é preparar medidas que manteremos em carteira para utilizar caso venha a ser necessário", disse António Costa, no debate quinzenal, no Parlamento. Antes, o primeiro-ministro responsabilizou o executivo de Passos Coelho pela falta de confiança nos mercados, devido ao aumento da dívida, ao agravamento do saldo estrutural e à falta de crescimento. Acrescentou ainda que a situação da banca europeia pressiona os mercados.

António Costa responsabilizou Passos Coelho pela falta de confiança dos mercados.
António Costa responsabilizou Passos Coelho pela falta de confiança dos mercados.
Miguel Baltazar/Negócios


DBRS "confortável" com "rating" dado a Portugal. A agência canadiana de notação financeira, DBRS, mostrou-se "confortável" com a classificação atribuída à dívida portuguesa, alertando no entanto para a volatilidade nos mercados de dívida, cujo aumento recente nas taxas de juro em mercado secundário pode vir a dificultar as operações de refinanciamento. "Neste momento, estamos confortáveis de que o nosso "outlook" estável sobre Portugal é apropriado", disse Fergus McCormick, responsável pelo departamento de dívida soberana da DBRS, à Reuters. Actualmente a agência classifica a dívida de curto prazo de Portugal em BBB, com outlook "estável", sendo a única entre as quatro maiores agências de "rating" a considerar a dívida nacional na categoria de investimento.


Governo subiu ISP. Petrolíferas apanhadas desprevenidas.
 As petrolíferas não foram avisadas da entrada em vigor do aumento do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). A Apetro revelou, ao Negócios, que só recebeu a portaria que define a subida de seis cêntimos por litro neste imposto "depois da meia-noite", ou seja já esta sexta-feira. Por isso, neste dia, os valores de venda ao público ainda não estão, até ao momento, a reflectir a subida. "A portaria chegou-nos depois da meia-noite. Não houve aviso nenhum", diz António Comprido, secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, que representa a Galp EnergiaRepsol, BP, Cepsa, entre outras. A portaria foi publicada a quinta-feira, entrando "em vigor no dia seguinte à sua publicação", ou seja, sexta-feira.

Sector dos transportes avisa que não vai ficar parado.
 Após várias críticas avulso, várias associações do sector do transporte rodoviário e da logística uniram-se para criticar o Governo. Dizem assim que estão em "total desacordo" com as medidas do Orçamento do Estado que "atacam ferozmente a economia transportadora e exportadora". "O sector dos transportes não pode assistir imóvel a este enorme ataque à capacidade de as empresas subsistirem, cumprindo a sua função económica e social", lê-se num comunicado  "O sector não deixará de lutar por todos os meios legítimos, pela sua sobrevivência", dizem as associações, entre as quais se encontram a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), Confederação do Comércio e Serviços (CCP) e a Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP).

Sector dos transportes diz que a sua sobrevivência está em causa.
Sector dos transportes diz que a sua sobrevivência está em causa.


Acordado cessar-fogo na Síria. Os principais intervenientes no conflito sírio chegaram a acordo, na noite de quinta para sexta-feira, para um cessar-fogo na Síria, dentro de uma semana, e um acesso intensificado dos civis à ajuda humanitária. O anúncio deste acordo foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, depois de uma reunião que durou mais de cinco horas, em Munique. Os EUA e a Federação Russa vão controlar as "modalidades" de concretização desta cessação das hostilidades, acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov. Esta paragem das hostilidades envolve todos os grupos beligerantes, excepto "os grupos terroristas Daesh (acrónimo árabe para designar o grupo que se intitula como Estado Islâmico) e Al-Nosra (Al-Qaida)", especificou Kerry.


Ex-vice da FIFA banido por 12 anos. Jérome Valcke, antigo vice-presidente da FIFA e ex-braço direito de Joseph Blatter, foi banido do futebol por 12 anos. O Comité de Ética da FIFA anunciou a decisão através de um comunicado publicado no seu site. Esta decisão vem no seguimento das investigações da FIFA ao seu antigo vice-presidente devido à venda ilegal de bilhetes para os campeonatos do mundo de futebol. Além disso, a organização diz ainda que descobriu outros actos de incumprimento por parte de Jérôme Valcke, incluindo abuso nas despesas de viagens, vendas de direitos a televisões e outros meios de comunicação e destruição de provas.

 

The Independent diz adeus ao papel. Após 30 anos nas bancas, o jornal britânico The Independent vai deixar de ser editado em papel já no próximo mês, passando a ter apenas presença online. A confirmação foi feita pela ESI Media, grupo detido por Evgeny Lebedev. Para já, o futuro dos cerca de 150 funcionários é incerto. Evgeny Lebedev admitiu que haverá despedimentos de alguns colaboradores, mas adiantou que vão ser criados 25 postos de trabalho na área de conteúdo digital. A última edição impressa do The Independent irá para as bancas dia 26 de Março enquanto a edição do jornal de domingo terá o seu fim no dia 20 do mesmo mês.

Porque subiram as taxas? As taxas de juro da dívida portuguesa subiram nos últimos dias da semana. André Veríssimo, director adjunto do Negócios, explica o que levou esta escalada.






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genio2 Há 1 semana

Este Sr Primata monhé ainda tem a lata de responsabilizar o anterior governo do que a passar atualmente, e o anterior governo nunca se queixou quando chegaram ao poder só ter dinheiro nos cofres para um mês de salários.
Há um ditado antigo: com ferros matas, com ferros morrerás.
Mas ainda há gente que bate palmas a um traidor como este, francamente...

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