Conjuntura 7 ideias do comércio entre Portugal e o mundo em 2016

7 ideias do comércio entre Portugal e o mundo em 2016

O INE publicou esta segunda-feira detalhes sobre o comércio de bens em 2016. A surpresa da Rússia, a compra de aviões ao Brasil e a perda de importância de Angola são algumas das novidades. E a Espanha. Sempre a Espanha como principal cliente e fornecedor de Portugal.
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Marta Moitinho Oliveira 10 de abril de 2017 às 15:30

As exportações de bens cresceram 1% em 2016, desacelerando face ao ano anterior. As importações subiram 1,3%, menos do que ano anterior. Com mais dados sobre os parceiros comerciais de Portugal, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela um conjunto de informação mais detalhada que permite saber melhor o que se passou no ano passado no comércio de mercadorias.

 

Espanha, França e Alemanha absorvem mais de metade das exportações

Em 2016, Espanha foi o mercado que mais contribuiu para o acréscimo das exportações. As vendas para o país vizinho aumentaram 5,6%. Foi para lá que seguiram 26,2% das vendas para o exterior. Para França foram 12,6% das exportações de bens de 2016 e para a Alemanha foram 11,6%. Mais de metade das exportações (50,4%) tiveram estes três países como destino.

 

Vestuário, veículos e máquinas e aparelhos foram os que mais se destacaram para os principais clientes

O que compraram a Portugal os principais países de destino das exportações? O INE revela que, no caso de Espanha, observou-se um acréscimo generalizado nas vendas de vários tipos de produtos, mas com o "maior destaque no vestuário, outros produtos (em especial assentos e suas partes) e veículos e outro material de transporte". Já no caso de França e Reino Unido, o INE salienta as vendas de máquinas e aparelhos.

 

Angola cai para 8.º lugar no ranking dos destinos de exportações

Já em 2015 as vendas para Angola tinham perdido peso no total das exportações. 2016 ajudou a consolidar esta tendência: as exportações para este país recuaram 28,4%, o que aconteceu com a maior parte dos produtos, mas em especial com a venda de máquinas e aparelhos, produtos alimentares e metais comuns. Assim, "o mercado angolano, que entre 2011 e 2014 foi o 4.º maior país destino, tendo já descido para 6.º em 2015, passou para 8.º em 2016".  

 

Material de transporte: o terceiro grupo de produtos mais importados em 2016

As importações de material de transporte cresceram 13,8% no ano passado, fazendo subir esta categoria de produtos de 4.ª a 3.ª posição no ranking das importações. Com esta evolução, as importações de material de transporte regressam assim à "posição que tradicionalmente detinha antes de 2008". Este comportamento ficou a dever-se à compra de aviões e outros veículos aéreos ao Brasil e de automóveis de passageiros e outros veículos automóveis principalmente concebidos para transporte de pessoas a França.

 

Rússia sobe a 9.º lugar no ranking de maiores fornecedores

As importações vindas da Rússia subiram 86,4% em 2016 face ao ano anterior, principalmente em resultado da compra de combustíveis minerais. Esta evolução provocou uma subida da Rússia na lista dos principais fornecedores nacionais, de 14.º lugar para 9.º lugar. O INE explica que as importações de combustíveis dependem muito dos preços praticados no mercado, originando alterações nos países fornecedores. "As empresas recorrem a um cabaz de crudes de diversas origens, adquirindo aqueles que a cada momento se encontram disponíveis em condições económicas mais competitivas. Tal facto justifica igualmente as reduções significativas verificadas nas importações de Angola, Cazaquistão, Arábia Saudita, Congo e Argélia", acrescenta o INE.

 

Alemanha reforça o 2.º lugar na lista de fornecedores de Portugal

Espanha, Alemanha e França foram no ano passados os três principais fornecedores de Portugal. Juntos representam 54,1% das compras feitas ao exterior. O INE destaca o comportamento da Alemanha que reforçou o seu lugar como o 2.º país onde Portugal vai fazer compras, pesando 13,5% no total das importações. Este comportamento resultou da compra de vários tipo de produtos, com especial destaque para a compra de máquinas e aparelhos. O INE salienta também as importações de França, que aumentaram 6,7%, "essencialmente veículos e outro material de transporte".

Material de transporte e Rússia foram os principais responsáveis pelo agravamento do défice comercial

No ano passado, o défice da balança comercial aumentou 321 milhões em relação ao ano anterior. Esta evolução foi contrária à registada em 2015, quando o desequilíbrio da balança comercial se tinha reduzido, lembra o INE. O material de transporte foi a categoria que mais contribuiu para o aumento global do défice comercial. Quando são analisados os países, o INE revela que foram a Rússia, a Alemanha e Angola que mais contribuíram para o crescimento global do défice da balança comercial de bens.



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