Emprego 70% das empresas portuguesas prevêem contratar novos funcionários em 2015

70% das empresas portuguesas prevêem contratar novos funcionários em 2015

Entre as profissões mais procuradas em Portugal estão as relacionadas com a engenheira, as actividades comerciais e as tecnologias de informação. As menos procuradas estão relacionadas com a área da Saúde, Recursos Humanos e serviços jurídicos.
70% das empresas portuguesas prevêem contratar novos funcionários em 2015
Reuters
Negócios 19 de janeiro de 2015 às 18:42

A empresa de recrutamento Hays divulgou esta segunda-feira, 19 de Janeiro, o seu Guia do Mercado Laboral 2015 para Portugal. Segundo esta análise das tendências do mercado de trabalho qualificado no nosso país, 70% das 705 empresas colaboradoras no inquérito tem intenção de contratar novos empregados este ano.

 

Um volume que representa um aumento de 12 pontos face aos 58% registados no ano 2013. Entre os motivos que explicam esta subida estão os planos de crescimento das empresas no território nacional, com 56% das empresas a apontarem esta razão, assim como, a expansão além fronteiras (34%). Uma percentagem relevante aponta ainda a necessidade de substituições devido a saída de trabalhadores (34%).

 

Os perfis mais procurados para 2015 estão relacionados com as áreas comerciais e vendas, sendo 47% do total. Seguidos pelos engenheiros, que representam 27% da procura. Na terceira posição encontram-se os profissionais de Informática e das Tecnologias de Informação, sendo 24% do total. Destaca-se que a procura de engenheiros na região centro do país aumente até 45%.

 

Do lado contrário, os profissionais qualificados menos procurados são os relacionados com a área da saúde e as Ciências da Vida, 3% do total, percentagem idêntica é observada noutros sectores como os Recursos Humanos e os serviços jurídicos.

 

No inquérito realizado pela Hays, 46% das empresas portuguesas salientaram que encontram dificuldades na hora de recrutar novos funcionários e admitem terem contratado pessoas menos adequadas às necessidades da função pretendida, segundo dados referentes a 2014.  

 

Entre as características mais procuradas pelos empregadores está a proactividade, as competitividades técnicas, a capacidade de trabalho e a apetência de trabalhar em equipa. No que respeita às línguas, consolida-se como requisito essencial os conhecimentos de inglês (95% das empresas procuram trabalhadores com domínios desta língua) e de espanhol (50%), também aparecem como importantes o francês (na região centro posiciona-se em 50%) e o alemão (13%).

 

O relatório apresentado pela empresa de recrutamento também guarda um espaço dedicado aos portugueses que se encontram fora do país. Segundo os dados da Hays a maioria destes profissionais são do sexo masculino, têm entre 26 e 40 anos de idade e mais de metade saíram de Portugal nos últimos dois anos. Os principais destinos da emigração de profissionais portugueses são Angola (26%), seguido pelo Reino Unido (12%), Brasil (8%), Moçambique, Espanha e França, com estes últimos três a representarem cada um 5% do total.

 

Nesta linha, 75% dos portugueses questionados pretendem voltar a trabalhar em Portugal proximamente, sendo que 65% acham que os valores salariais em Portugal são inferiores e 64% observam poucas perspectivas de evolução das suas carreiras profissionais. 54% dos profissionais portugueses desempregados admitem emigrar em 2015.

 

Finalmente, 36% dos profissionais afirmam que, desde que se encontram desempregados, recusaram, pelo menos, uma oferta de emprego. Já 64% diz não ter recusado em nenhum momento uma oportunidade de trabalho. O principal motivo para rejeitarem uma oferta de emprego em Portugal é a insuficiência do salário oferecido, segundo 45% dos questionados.  

 

Esta edição do Guia do Mercado Laboral em Portugal 2015 foi realizada tendo por base as respostas dos inquéritos realizados por 3.701 profissionais qualificados e 705 empregadores, além das entrevistas e reuniões efectuadas pela Hays em 2014.




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Anónimo 03.09.2015

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Anónimo Há 4 semanas

ola

Anónimo 20.01.2015

A solução passa precisamente por fazer com que cada vez mais pessoas fiquem em casa, quer seja porque o trabalho à distância, independente ou freelancer se generaliza, quer seja por motivo de lay-off ou rescisão com excedentários, por serem redundantes ou obsoletos, permitindo que o factor produtivo trabalho seja adequadamente substituído por factor produtivo capital, com ganhos de produtividade, de eficiência, económicos e sociais consideráveis, muito em particular no seio das contas do universo dos Estados. Países como os EUA beneficiam de mais flexibilidade do mercado laboral o que lhes permite aproveitar talento e capital de todo o país e do estrangeiro e alocá-los rápida e eficazmente a cada momento, do modo mais optimizado possível, na sua economia. É por isso que com a diminuição do preço do petróleo, a economia dos EUA tem condições para crescer 3,6% em vez dos já bastante promissores 3,1% anteriormente previstos. Já Portugal tem o Ratton ao qual só falta mesmo decretar crescimento do PIB de dois dígitos.

Anónimo 19.01.2015

Já sabemos, têm de ter mestrado e não vão ganhar mais de 400 euros e sem contrato! E passa para cá os milhões de subsidio da UE!

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