Orçamento do Estado "A direita não sabe ver uma reforma estrutural mesmo quando ela lhe entra pelos olhos adentro"

"A direita não sabe ver uma reforma estrutural mesmo quando ela lhe entra pelos olhos adentro"

O ministro Vieira da Silva garantiu que está a "melhorar a sustentabilidade" da Segurança Social ao mesmo tempo que aumenta as pensões.
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Marta Moitinho Oliveira 03 de novembro de 2017 às 16:20

O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, defendeu esta sexta-feira, 3 de Novembro, que o Governo está a fazer reformas estruturais que garantem a sustentabilidade da Segurança Social, rejeitando assim a acusação do PSD de que o Orçamento do Estado para 2018 não prepara o país para o futuro.

"A direita não sabe ver uma reforma estrutural mesmo quando ela lhe entra pelos olhos adentro", disse o governante no Parlamento, no segundo dia do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2018.

Vieira da Silva criticou a deputada do PSD, Maria Luís Albuquerque, por no dia anterior ter "desvalorizado" o facto de para o próximo ano não estar prevista uma transferência extraordinária do Orçamento do Estado para a Segurança Social.

O ministro lamentou que o PSD não distinga uma transferência extraordinária, que serve para financiar as despesas correntes, de uma consignação de parte da receita de IRC para o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.

Esta última medida traduz-se numa "diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social". Ou seja, esta é uma medida "para o futuro e não para o presente".

"Estamos a melhorar a sustentabilidade e a subir as pensões", afirmou Vieira da Silva.

Na intervenção do ministro do Trabalho que abriu a segunda parte do último dia de debate do Orçamento do Estado para 2018 na generalidade, Vieira da Silva elencou algumas das medidas adoptadas pelo Executivo, como o aumento do abono de família ou a criação da nova prestação para a inclusão, para acusar os partidos à direita de não reconhecerem reformas estruturais.

Durante o debate, o Governo, apoiado pelos partidos à esquerda, e os partidos à direita protagonizaram de novo momentos tensos a propósito dos alegados cortes de 600 milhões de euros nas pensões em pagamento, defendidos em 2015 pelo anterior Executivo, com o PSD a rejeitar que a poupança de 600 milhões de euros fosse nas pensões em pagamento.




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