Conjuntura Actividade e clima económico estabilizam no final do ano

Actividade e clima económico estabilizam no final do ano

Os indicadores de clima e actividade económica mantiveram o mesmo ritmo de crescimento em Novembro e Outubro, respectivamente. Uma estabilização que indicia que a economia portuguesa já não está a acelerar.
Actividade e clima económico estabilizam no final do ano
Nuno Aguiar 21 de dezembro de 2017 às 11:51

Os dados publicados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a economia portuguesa deverá ter interrompido o ciclo de aceleração que viveu desde meados de 2016. A actividade económica cresceu 3,1% em Outubro, mantendo o mesmo ritmo há seis meses consecutivos. Ao mesmo tempo, o clima económico, para o qual já há dados para Novembro, avançou 2,1%, o mesmo valor que tem registado todos os meses desde Agosto deste ano.

 

"Em Portugal, o indicador de actividade económica, disponível até Outubro, e o de clima económico, disponível até Novembro, estabilizaram. O indicador quantitativo do consumo privado desacelerou em Outubro, reflectindo o contributo positivo menos expressivo do consumo corrente e do consumo duradouro. O indicador de [investimento] abrandou em Outubro, prosseguindo a desaceleração dos quatro meses precedentes", pode ler-se no destaque do INE.

 

O indicador de actividade diz respeito a informação quantitativa e, apesar da estabilização, mantém-se no valor mais elevado desde Maio de 2001. Aliás, grande parte das rubricas continua a apresentar uma evolução positiva, com maiores aumentos do índice de produção da construção, assim como do volume de negócios na indústria, serviços e das dormidas nos hotéis. Entre os indicadores disponibilizados pelo INE, apenas o índice de produção da indústria apresentou um arrefecimento.

 

Já o clima económico é um indicador de sentimento dos empresários, calculado com base em inquéritos qualitativos realizados junto dos diferentes sectores. Não é quantitativo, mas tem a vantagem de estar mais rapidamente disponível. "O indicador de clima económico, já disponível para Novembro, também estabilizou nos últimos quatro meses, após ter diminuído em agosto e ter atingido em Julho o valor máximo desde maio de 2002", refere o INE.

 

A estabilização do mesmo nos últimos meses responde à evolução divergente da confiança em diferentes sectores. Na indústria, por exemplo, a confiança dos empresários reforçou-se, assim como no comércio e na totalidade dos serviços. Por outro lado, na construção e obras públicas, a quebra de confiança foi mais profunda do que nos meses anteriores.

No que diz respeito ao consumo privado, observou-se um abrandamento em Outubro, com contributos menos significativos do consumo corrente e do consumo duradouro (este último tendo travado fortemente). Na vertente do investimento, a formação bruta de capital fixo prosseguiu a trajectória de arrefecimento iniciada em Junho deste ano, com destaque para contributos menos expressivos do material de transporte e de construção. 




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