Zona Euro Actividade económica da Zona Euro fechou 2016 em máximos de mais de cinco anos

Actividade económica da Zona Euro fechou 2016 em máximos de mais de cinco anos

O crescimento da indústria e dos serviços na Zona Euro atingiu máximos de mais de cinco anos em Dezembro. Espanha e Alemanha lideraram a expansão.
Actividade económica da Zona Euro fechou 2016 em máximos de mais de cinco anos
Bloomberg
Rita Faria 04 de janeiro de 2017 às 09:53

A actividade económica da região da moeda única cresceu, em Dezembro, ao ritmo mais acelerado em mais de cinco anos.

O índice de gestores de compras (PMI, na sigla original), da IHS Markit, que mede a actividade da indústria e dos serviços subiu de 53,9 pontos, em Novembro, para 54,4 pontos, em Dezembro, o nível mais alto em 67 meses, e acima da primeira estimativa de 15 de Dezembro.

"Os dados finais do PMI sinalizam um final de 2016 ainda mais forte do que indicavam os números preliminares. Ainda que ofereçam um trampolim muito necessário para a recuperação da Zona Euro, um impulso adicional em 2017 permanece muito incerto. Muito depende de eventos políticos ao longo do próximo ano", refere Chris Williamson, economista-chefe da IHS Markit, citado no comunicado. "Os dados sinalizam uma expansão de 0,4% do PIB no quarto trimestre, com o crescimento a acelerar em Dezembro, com a actividade de negócios a subir ao ritmo mais rápido em mais de cinco anos e meio".

O sector da indústria liderou esta aceleração do crescimento, com a produção a aumentar ao ritmo mais rápido desde Abril de 2014. A actividade do sector dos serviços também acelerou no final do ano passado, com a taxa de crescimento próxima do máximo de 11 meses registado em Novembro.

Segundo a IHM Markit, a indústria e os serviços têm beneficiado da descida do euro e dos estímulos do Banco Central Europeu (BCE).  

"A indústria e, em menor escala, as empresas do sector dos serviços estão a beneficiar do euro mais fraco, que está a aumentar as exportações de bens e a incentivar a procura por exportações de serviços, como o turismo e as viagens para a Zona Euro", explica Chris Williamson. "O aumento do emprego e, claro, os estímulos do BCE, também estão a influenciar a condução da expansão".

A expansão económica foi visível nas quatro maiores economias do euro. O crescimento mais acelerado registou-se em Espanha (onde o PMI subiu para 55,5 pontos, o nível mais alto em seis meses) e na Alemanha (55,2 pontos). Já em França, o PMI compósito avançou para 53,1 pontos e em Itália para 52,9 pontos. 

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