Conjuntura Actividade económica estabiliza pelo quarto mês em máximos de 16 anos

Actividade económica estabiliza pelo quarto mês em máximos de 16 anos

A taxa de crescimento registada em Agosto permanece a mais elevada desde Maio de 2001, confirmando assim o momento positivo para a economia portuguesa.
Actividade económica estabiliza pelo quarto mês em máximos de 16 anos
Nuno Carregueiro 19 de outubro de 2017 às 11:24
O indicador de actividade económica do Instituto Nacional de Estatística cresceu 3,1% em Agosto, igualando as taxas de variação homólogas registadas em Maio, Junho e Julho.

Apesar de ter estabilizado pelo quarto mês, a taxa de crescimento registada em Agosto é a mais elevada desde Maio de 2001, confirmando assim o bom momento da economia portuguesa.

Esta evolução indica que a economia portuguesa terá continuado em alta no terceiro trimestre, depois de ter crescido 3% no segundo trimestre deste ano. A economia portuguesa deverá crescer acima de 2,5% este ano, o que traduzirá o melhor desempenho da última década.

Na Síntese Económica de Conjuntura publicada esta quinta-feira, 19 de Outubro, o INE dá conta que "o indicador quantitativo do consumo privado desacelerou em Agosto, reflectindo o contributo positivo menos expressivo das duas componentes, consumo duradouro e corrente".

O índice do INE para medir o consumo das famílias cresceu 2,4% em Agosto, o que compara com as taxas de crescimento acima de 3% que se registaram nos três meses anteriores.

Também o investimento terá abrandado, já que o indicador de FBCF prolongou a desaceleração dos dois meses precedentes. "A evolução observada no último mês deveu-se ao contributo positivo menos acentuado de todas as componentes, máquinas e equipamentos, construção e material de transporte", refere o INE.

No que diz respeito à "actividade económica na perspectiva da produção revelou uma aceleração em termos reais, tendo os índices de produção da indústria e da construção registado crescimentos homólogos mais expressivos", refere o INE.

Quanto ao indicador de clima económico, que o INE já tinha divulgado, estabilizou em Setembro, após ter diminuído no mês anterior, mantendo-se próximo do valor máximo desde Maio de 2002, atingido em Julho de 2017.




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