Zona Euro Actividade económica na Zona Euro acelera em Dezembro com indústria em níveis recorde

Actividade económica na Zona Euro acelera em Dezembro com indústria em níveis recorde

O crescimento da actividade da indústria atingiu um novo recorde em Dezembro, impulsionado pela subida da produção e das novas encomendas.
Actividade económica na Zona Euro acelera em Dezembro com indústria em níveis recorde
Rita Faria 14 de dezembro de 2017 às 09:54

A actividade económica na Zona Euro acelerou inesperadamente em Dezembro, com o sector da indústria a permitir o crescimento mais acelerado em quase sete anos.

O índice PMI (índice de gestores de compras) compósito, que mede a actividade da indústria e dos serviços subiu de 57,5 pontos, em Novembro, para 58 pontos em Dezembro, de acordo com a primeira estimativa – baseada em 85% das respostas – divulgada esta quinta-feira, 14 de Dezembro, pela Markit Economics.

Esta é a leitura mais elevada desde Fevereiro de 2011, e contraria as estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, que antecipavam uma descida para os 57,2 pontos. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão, enquanto valores abaixo desta barreira sinalizam uma contracção.

Em Dezembro, o crescimento foi mais uma vez liderado pela actividade industrial, que protagonizou a maior subida desde que a série foi iniciada em Junho de 1997. Os serviços, por outro lado, aceleraram ao melhor ritmo desde 2011, enquanto a criação de emprego permaneceu em máximos de 17 anos.

"A economia da Zona Euro está a acelerar no final do ano, completando o seu melhor trimestre desde o início de 2011. O PMI sinaliza uma subida impressionante do PIB de 0,8% no quarto trimestre, com o crescimento a acelerar tanto em França como na Alemanha", afirma o economista-chefe da Markit Economics, Chris Williamson, citado no comunicado.

O crescimento em França ultrapassou o da Alemanha pelo terceiro mês consecutivo, embora ambos os países tenham registado ganhos fortes. A média dos restantes países fica abaixo das duas maiores economias do euro, ainda que estes registem das taxas de crescimento mais altas desde a crise financeira global.

No comunicado, Williamson destaca que França foi mesmo "a grande surpresa deste ano", saindo de um estado de debilidade para ajudar a reforçar a expansão da Zona Euro. 




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