Zona Euro Actividade económica na Zona Euro cresce ao melhor ritmo em sete anos

Actividade económica na Zona Euro cresce ao melhor ritmo em sete anos

A actividade da indústria e serviços na Zona Euro subiu, no final do ano passado, ao ritmo mais acelerado desde o início de 2011. Irlanda e França lideraram o crescimento.
Actividade económica na Zona Euro cresce ao melhor ritmo em sete anos
Bloomberg
Rita Faria 04 de janeiro de 2018 às 12:30

A actividade económica na Zona Euro cresceu mais do que o esperado no final do ano passado, impulsionada por um forte aumento da produção industrial e a maior subida do sector dos serviços em mais de seis anos e meio.

De acordo com os dados revelados pela Markit Economics esta quinta-feira, 4 de Janeiro, o índice PMI (índice de gestores de compras), que mede a actividade da indústria e dos serviços, subiu de 57,5 pontos, em Novembro, para 58,1 pontos, em Dezembro, um valor ligeiramente acima da primeira leitura, que apontava para 58 pontos (uma leitura acima de 50 pontos indica expansão, enquanto um valor abaixo dessa barreira sinaliza contracção). O valor registado no último mês do ano passado é o mais elevado desde Fevereiro de 2011.

"O fim espectacular de 2017 na Zona Euro encerrou o melhor ano em mais de uma década, contornando os receios de que a crescente incerteza política iria penalizar o crescimento", afirma Chris Williamson, economista-chefe da Markit Economics, citado no comunicado. "Em 56,4 pontos, a leitura média do PMI para 2017 foi a maior desde 2006".

Em Dezembro, a Irlanda liderou o crescimento na Zona Euro, com um PMI de 60,2 pontos, seguida por França, que viu o seu ritmo de expansão ficar próximo dos máximos de Novembro. Alemanha (58,9 pontos), Itália (56,5 pontos) e Espanha (55,4 pontos) completam a tabela.

A indústria registou o seu maior crescimento desde Abril de 2000, sustentada pela melhoria da procura interna e pelo aumento quase recorde das novas encomendas para exportação.

"Os dados são consistentes com um crescimento do PIB de 0,8% no quarto trimestre, sem sinais de desaceleração no início de 2018", conclui o responsável. 




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