Conjuntura Actividade económica no Euro com melhor trimestre em seis anos

Actividade económica no Euro com melhor trimestre em seis anos

Apesar do abrandamento em Junho, a IHS Markit não espera que esta tendência se mantenha nos meses seguintes, estando reunidos os elementos para um cenário de uma recuperação crescentemente auto-sustentável na zona euro.
Actividade económica no Euro com melhor trimestre em seis anos
Paulo Duarte
Paulo Zacarias Gomes 05 de julho de 2017 às 10:38
O indicador compósito que junta as expectativas dos gestores de compras das áreas dos serviços e da indústria na Zona Euro registou entre Abril e Junho o melhor trimestre em seis anos, apesar de no mês de Junho a actividade ter dado sinais de ligeiro abrandamento em relação ao mês precedente.

Os dados constam da leitura final do indíce de gestores de compras (PMI na sigla em inglês) divulgado esta quarta-feira, 5 de Julho, pela IHS Markit.

Em Junho este índice ficou em 56,3, acima da leitura preliminar - que apontava para uma evolução de 55,7 - mas ligeiramente abaixo dos 56,8 de Maio, o que o coloca em mínimos de quatro meses.

Valores acima de 50 significam expansão da actividade.

O sector manufactureiro conduziu os ganhos globais do índice, com a produção a alcançar o valor mais elevado desde Abril de 2011. Já a área dos serviços registou a performance mais fraca em cinco meses, em 55,4.

Irlanda e Espanha registaram os valores mais elevados no índice compósito (58 e 57,7 respectivamente), com a economia do país vizinho a alcançar o melhor resultado em 22 meses.

Para Chris Williamson, economista-chefe da IHS Markit, o crescimento mais lento em Junho não sugere tratar-se do início de um abrandamento, numa altura em que o emprego cresce e o aumento da procura também favorece a política de preços das empresas. 

"Todas as quatro maiores nações do euro reportaram crescimentos mais acelerados no segundo trimestre, contribuindo para o cenário de uma recuperação crescentemente auto-sustentável perante uma procura interna crescente na zona da moeda única," conclui Williamson.



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