Empresas Acusações e agressões entre estivadores de Leixões e Lisboa

Acusações e agressões entre estivadores de Leixões e Lisboa

O sindicato dos estivadores de Leixões acusa “um conjunto de trabalhadores filiados no sindicato nacional dos estivadores, sediado em Lisboa”, de terem interrompido a sua última reunião. Os desentendimentos culminaram com agressões, que levaram à intervenção policial.
Acusações e agressões entre estivadores de Leixões e Lisboa
Reunião do sindicato dos estivadores de Leixões foi alegadamente interrompida por elementos do sindicato de Lisboa e acabou à pancada.
Bruno Simão
Rui Neves 04 de agosto de 2017 às 10:10

Há lodo no cais. O Sindicato dos Estivadores, Conferentes e Tráfego dos Portos do Douro e Leixões acusa "dezena e meia de trabalhadores filiados no Sindicato Nacional dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego, Conferentes Marítimos, sediado em Lisboa", de terem impedido a realização da sua última reunião, realizada esta quarta-feira, 2 de Agosto, que tinha como objectivo a discussão e votação da admissão "de mais de cinco dezenas" de trabalhadores portuários.

 

Os desentendimentos chegaram a vias de facto e as agressões levaram à intervenção policial.

 

De acordo com o comunicado do sindicato dos estivadores de Leixões, "dezena e meia de trabalhadores filiados noutro sindicato provocaram a interrupção" da sua assembleia, tendo começado por se reunir "junto à entrada do edifício", sendo "audíveis os inúmeros impropérios por eles proferidos para o interior da sala".

 

Entretanto, garante ainda o mesmo sindicato dos estivadores de Leixões, no "intuito de se minimizar a perturbação da reunião, um dirigente sindical deslocando-se até junto do portão do edifício que se encontrava aberto, no sentido de o fechar, foi sujeito a várias agressões, dentro das nossas próprias instalações, sendo necessário reclamar pela intervenção policial".

 

A tensão entre os dois sindicatos é já histórica, com o de Leixões a não subscrever as acções promovidas pelo de Lisboa (agora SEAL), com este a acusar aquele de práticas "anti-sindicais" no porto localizado em Matosinhos.

O Negócios tentou contactar o SEAL, mas não obteve sucesso até ao momento.




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