Economia Adjunto de Relvas demite-se (act.3)

Adjunto de Relvas demite-se (act.3)

A revista "Sábado" adianta que o adjunto de Miguel Relvas, Adelino Cunha, pediu a demissão depois de o Ministério Público ter encontrado mensagens suas no telemóvel do ex-espião Jorge Silva Carvalho. O Negócios confirmou a demissão e o facto de a mesma ter sido aceite por Relvas.
Diogo Cavaleiro 25 de maio de 2012 às 11:13
O adjunto político de Miguel Relvas apresentou a demissão, depois de ter sido revelado que trocou mensagens com o ex-espião Jorge Silva Carvalho. A notícia foi avançada pela revista “Sábado”, que indica que a descoberta foi feita pelo Ministério Público.

“Apresentei o pedido de demissão, que o Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares aceitou”, disse Adelino Cunha, em respostas a perguntas da "Sábado".

Junto do assessor de imprensa de Miguel Relvas, o Negócios confirmou o pedido de demissão e o facto de a mesma ter sido aceite. Questionado pelo motivo da demissão, o assessor afirmou que não havia nada mais a acrescentar às palavras que Adelino Cunha disse à "Sábado".

De acordo com a revista, o Ministério Público encontrou mensagens de Adelino Cunha, que exerceu funções de editor de Política no “Jornal de Notícias” e no “Independente”, nos telemóveis do antigo director do SIED (Serviços de Informação Estratégicas de Defesa), Jorge Silva Carvalho.

“Conheci o Dr. Jorge Silva Carvalho antes de ter sido nomeado adjunto político do Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e mantive, por minha iniciativa, contactos durante o período em que exerci funções”, disse Adelino Cunha à “Sábado”.

A demissão do adjunto político de Miguel Relvas acontece pouco depois das declarações do ministro no Parlamento sobre o caso das secretas.
Porque se encontrou, então, Adelino Cunha e Jorge Silva Carvalho? A essa pergunta, o antigo jornalista e até aqui adjunto político de Relvas respondeu à “Sábado”.

“Em Setembro de 2011, o Dr. Jorge Silva Carvalho manifestou a sua indignação pelo facto de um envelope que lhe fora enviado pela Assembleia da República ter sido alegadamente violado. A título pessoal, contactei antigos colegas jornalistas alertando-os para esse facto. Informei-o também sobre os rumores que corriam na Assembleia da República sobre o alegado conteúdo dos documentos”, admitiu à revista o anterior editor de política do “Jornal de Notícias”.

A demissão do adjunto político de Miguel Relvas acontece pouco depois de o próprio ministro ter ido à Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre o caso das secretas.

Várias notícias apontam para que Jorge Silva Carvalho, que depois de estar na direcção do SIED passou para a administração da empresa Ongoing, tenha enviado propostas de nomes de sua confiança para ocupar cargos dirigentes nas secretas.

Esta é uma notícia sobre o gabinete Miguel Relvas no meio de um período em que, na sequência do caso das secretas, o ministro do Governo liderado por Passos Coelho se viu envolvido num outro caso em que é acusado de ter ameaçado expor a vida privada de uma jornalista do “Público” na Internet.

As alegadas ameaças à jornalista Maria José Oliveira – entretanto negadas por Relvas mas que o “Público” reitera terem mesmo acontecido – foram resultado de perguntas relativas ao caso das “secretas”, em que era questionado sobre incongruências nas suas declarações à comissão de Assuntos Constitucionais.

Nomeadamente, o facto de Miguel Relvas ter dito que só conheceu Jorge Silva Carvalho em 2010 mas ter recebido uma notícia, por parte do antigo espião, que, segundo uma pesquisa feita pela jornalista do "Público", é de 2007. Algo que não foi esclarecido pelo ministro.


(Notícia actualizada às 11h15 com confirmação da demissão; Notícia actualizada pela segunda vez às 11h37 com mais informações; Notícia actualizada pela terceira vez às 12h02)





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comentários mais recentes
Para o Xiquinho das 18:12 horas 27.05.2012


Caro Xiquinho, o que dizes em relação a vários criminosos de colarinho branco do PSD é rigorosamente verdade (e, em adenda ao que escreves, os portugueses não poderão esquecer que o Cavaco escolheu, um a um, vários desses criminosos para os seus governos ...!).

Caro Xiquinho, não deves, porém, extrapolar do teu apontar de dedo para esses criminosos para um branqueamento do aldrabão do Pinócrates.
Cautela, caro Xiquinho !
Como diz o povo, se de um lado chove, do outro faz vento forte, muito forte !

xiquinho 27.05.2012

Esta gente do PSD é do pior e o povo ainda não percebeu isso. Nunca deram descanso ao Sócrates, atirando com montes de "casos" para desviar as atenções do povo, do POLVO que gravitava à sua volta. É só começar a desfiar nomes. O Duarta Lime, o Dias Loureiro, o Isaltino de Morais, o Arlindo de Carvalho, o Ângelo Correia, tudo gente do melhor e da máxima confiança, como RELVAS, etc. Enquanto o Povo não perceber tudo isto estaremos bem tramados.

Anónimo 26.05.2012

A direita está com as calças na mão! Ontem vi o grande sábio Arnault ns Sic-Noticias. foi simplesmente vergonhoso, o homem não dá uma na «caixa», não disse nada para abonar o Relvas! Só o enterrou mais!!! Quando Silva Carvalho começar a falar em Tribunal muitas cabeças vão rolar! Cuidado que vão começar a descobrir o podre desta porcaria toda! Porque será que o Tozé está muito cauteloso? Porquê? Isto é tudo um lamaçal e o PS não escapa!

Anónimo 26.05.2012

Mais uma vez, nós povo, estamos e vamos continuar a ser toureados por estes politicos de meia tijela que nada sabem fazer a não ser estas politiquices da treta para melhor se servirem e servirem os seus. Somos um País demasiado pobre para podermos dar-nos ao luxo de continuar a sustentar este tipo de gente. Devemos exigir mais respeito dos nossos politicos. Enqunto andarmos preocupados em defender "rosas" e atacar "laranjas" e vice versa, independentemente, do que quer uns e outros valem e fazem, só nos estamos a por a jeito para melhor sermos comidos por ambos os lados. Deviamos exigir uma alteração de regimento administrativo para que os politicos fiquem sujeitos a um escortinio efectuado pelos proprios eleitores, em vez de serem uns a escortinarem os outros.

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