Economia Administração Interna cancela tomada de posse de director do SEF

Administração Interna cancela tomada de posse de director do SEF

Depois de um domingo devastador no que diz respeito aos incêndios florestais, que causaram pelo menos 20 mortos, Constança Urbano de Sousa cancela o evento desta tarde, em que iria dar posse ao director do SEF.
Administração Interna cancela tomada de posse de director do SEF
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 16 de outubro de 2017 às 10:51

Constança Urbano de Sousa já não vai dar posse, esta segunda-feira, ao novo director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Sem explicações, o Ministério da Administração Interna cancelou o evento. A decisão foi tomada depois de um domingo em que os incêndios florestais mataram, pelo menos, 20 pessoas.

 

"Foi cancelada a cerimónia de tomada de posse do director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Carlos Alberto Matos Moreira, marcada para as 14:00", indica uma nota enviada esta segunda-feira, 16 de Outubro, pelo gabinete do Ministério.

 

Constança Urbano de Sousa iria presidir à cerimónia no Ministério da Administração Interna, na Praça do Comércio, em Lisboa. Carlos Matos Moreira, que já foi quadro do SEF, substituirá Luísa Maia Gonçalves, que se demitiu depois de informada pela ministra de que seria afastada de funções.

 

A decisão de cancelamento da agenda foi tomada depois de um domingo – e uma noite – de incêndios florestais no país, que terão vitimado, segundo informou a Protecção Civil, pelo menos 20 pessoas no país. Estradas encerradas, aldeias evacuadas, comunicações inexistentes foram algumas das realidades vividas pelo país no dia com maior número de focos de incêndio do ano. Este número soma-se às 64 vítimas mortais do incêndio que teve epicentro em Pedrógão Grande, em Junho passado, e cuja estrutura de combate foi criticada num relatório independente divulgado a semana passada.

 

Constança Urbano de Sousa esteve no domingo no Comando Nacional de Operações de Socorro da Autoridade Nacional de Protecção Civil, em Oeiras, ao lado do primeiro-ministro. António Costa manteve a confiança política na governante e considerou "um bocado infantil" o pedido de demissão da ministra.




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