Função Pública ADSE diz que novas tabelas evitam défice de tesouraria

ADSE diz que novas tabelas evitam défice de tesouraria

Há versões distintas sobre a negociação. A ADSE garante que há alterações polémicas que tiveram no passado o acordo dos privados e admite aceitar propostas. A APHP destaca que não houve ontem abertura para negociar.
ADSE diz que novas tabelas evitam défice de tesouraria
Miguel Baltazar/Negócios
Catarina Almeida Pereira 18 de janeiro de 2018 às 22:02

O Presidente da ADSE alega que sem a aprovação das novas tabelas, que estão a ser contestadas pelos privados, o subsistema poderia entrar já este ano em "défice de tesouraria". Mas as versões divergem: enquanto a ADSE garante que algumas das alterações mais polémicas tiveram o acordo dos privados, e que pode ainda aceitar novas propostas, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) destaca que não houve na reunião desta quinta-feira por parte da ADSE qualquer abertura para negociar.

"Foi informado o Senhor Presidente da APHP da urgência da implementação das alterações apresentadas, porque em caso contrário poderia a exploração da ADSE já no ano de 2018 vir a gerar um saldo de tesouraria negativo, considerando que se venham a manter as taxas de crescimento da despesa com o regime convencionado e com o regime livre verificadas nos últimos três anos", sem considerar o impacto do eventual alargamento de inscrições, revelou numa resposta escrita ao Negócios o presidente da ADSE, depois de uma reunião com a APHP.

A ADSE garante que algumas das alterações mais polémicas tiveram no passado o acordo da APHP. "É por exemplo o caso da margem estabelecida sobre o preço do medicamento a ser disponibilizado em unidose durante um internamento de um beneficiário da ADSE," que será de 40% sobre o PVP desse medicamento, proposta que a ADSE garante que foi feita por "um dos membros da direcção da APHP".

 "É também o caso do estabelecimento de preços fechados por procedimento cirúrgico, metodologia com a qual a APHP veio a concordar por carta enviada em devido tempo à ADSE", prossegue Carlos Liberato Baptista, manifestando abertura para incluir propostas dos privados até dia 26, de forma a que a nova tabela entre em vigor a 1 de Março.

As versões são distintas. Minutos antes, o presidente da APHP afirmava que não houve na reunião desta quinta-feira "qualquer demonstração de abertura" por parte da ADSE para negociar.

Em declarações ao Negócios, Óscar Gaspar, que estima que os hospitais privados possam perder mais de 10% com a facturação (a ADSE fala em 6%) mostrou-se especialmente preocupado com o valor proposto para os limites de facturação dos medicamentos, internamentos, colonoscopias e endoscopias. "O que a ADSE diz é que precisa de reduzir despesa. Mas a boa gestão não é feita através de cortes administrativos".

Não houve qualquer demostração de abertura para negociar. Óscar Gaspar
Presidente da APHP



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comentários mais recentes
Anónimo 24.01.2018

A ADSE não tem que ser a muleta económica do SNS onde não se pode escolher o médico ,hospitais etc.Os únicos prejudicados serão os beneficiários da ADSE e os beneficiários os hospitais ,Estes não dao resposta cabal á atual procura logo os benef ADSE ficarão prejudicados fortemente.

Anónimo 19.01.2018

pois para pagar os reembolsos das consultas levam que tempos é uma vergonha ADSE

Anónimo 19.01.2018

A administração da ADSE deveria vir a terreno e explicar as contas e porque um seguro excedentário poderá vir dar prejuízo.O alargamento a funcion´rios não contributivos ou de baixo rendimento pode ser a explicação.Gestao privada ,gestão complicada.

EUROPEU 19.01.2018

A ADSE comporta-se como se existisse ou pudesse existir sem beneficiários.
O prazo para pagamento de comparticipações do chamado regime livre é cada vez maior.
Para reembolsarem com miseraveis 20,45 do preço de consulta medica dantes demoravem cerca de 1 mês agora vai para 3!
Para muitas especialidades ou exames especificos ou não se encontra facilmente quem tem acordo com a ADSE ou o prazo de espera é enorme e tem que se avançar como privado se se quer atendimento rápido.
A diferença é que se paga cada vez mais.

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