Política Aguiar Branco: Défice do Governo Costa "é poucochinho"

Aguiar Branco: Défice do Governo Costa "é poucochinho"

Em entrevista à SIC Notícias, o presidente da nova comissão de inquérito à nomeação da gestão da Caixa repetiu que é preciso pôr um fim ao "diz-que-disse" sobre a CGD, que "não é bom para a democracia".
Aguiar Branco: Défice do Governo Costa "é poucochinho"
Pedro Elias
Paulo Zacarias Gomes 15 de março de 2017 às 10:24

O presidente da nova comissão de inquérito à contratação e saída de António Domingues da Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera que o resultado do défice em 2016 – que não ficará acima de 2,1%, de acordo com o ministro das Finanças – é "poucochinho", já que fica acima do valor proposto pelos partidos à direita.


"Mesmo em questão de défice é poucochinho o que o Governo alcançou. A coligação propunha 1,8% de défice" para 2016, disse José Pedro Aguiar Branco, ex-ministro da Defesa do Governo de Passos Coelho, esta quarta-feira, 15 de Março.


Em entrevista à SIC Notícias no programa "Dez minutos", o social-democrata reconheceu a legitimidade democrática da "geringonça" a partir do momento em que tem uma maioria no Parlamento. Contudo, defendeu que a "legitimidade da aceitação por parte do povo, da boa ética republicana, exigiria da parte de António Costa que submetesse a solução política, na altura, a eleições."


Sobre a demora do PSD em apresentar um candidato às autárquicas para a Câmara Municipal de Lisboa, Aguiar Branco assegurou que o partido não está desorientado. "Há seguramente uma estratégia, tenho a certeza absoluta," afirmou.


Já em relação à comissão de inquérito a que preside – e que considerou um "momento nobre da acção de deputado", pouco adiantou em relação ao que já tinha dito esta terça-feira na tomada de posse, voltando a dizer que o objecto da comissão vai além da questão das mensagens de telemóvel trocadas entre Centeno e António Domingues, ex-presidente da CGD, alegadamente sugerindo a dispensa de entrega de declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional.


"O que está em causa é a fiscalização de actos do Governo, a interacção ao longo de 2016, que está muito para lá das SMS, que é uma parte daquilo que poderá ser instrumento de prova da interacção entre o ministro Centeno e a administração da Caixa", referiu. E repetiu que é preciso pôr um fim ao "diz-que-disse" em torno do processo de escolha da antiga administração da Caixa, que "não é bom para a Caixa nem para a democracia."


A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado TinyTino 15.03.2017

Oh Branco põe mais palheto. Depois de 8 orçamentos rectificativos e saque generalizado à classe média ainda acham que alguém acredita no défice de 1,8%? Com as calças do teu pai também és homem.

comentários mais recentes
eleitor 15.03.2017

POUCOCHINHO ou nada , é a credibilidade naquilo que a corja do PSD envia para o ar . São como um prego a nadar , afogam-se na própria lama !

JONYK 15.03.2017

Sempre gostei deste pavão do Norte. A coligação PAFIANA propunha-se atingir 1,6% de deficit. Caso para dizer que de promessas tá o inferno cheio...e o Passos que vê tantas vezes o Diabo sabe-o bem. Esqueceu-se este rapazola de referir que os PAFIANOS não acertaram uma única vez nas previsões.

eas 15.03.2017

Acho que Aguiar ficou branco em termos de ética nesta entrevista, atendendo que será, e é, presidente duma Comissão de Inquérito da AR, devia demonstrar um "poucochinho" de isenção parlamentar durante este hiato.

LT 15.03.2017

Mas será possível que os milhões que voaram para offshores um dia antes da queda do BES, os sms´s entre Assunção na praia e Maria Luís, as declarações bombásticas da Assunção sobre os não assuntos do Conselho de Ministros, sensibilizem menos as redações da CS do que a Comissão de Inquérito à CGD?

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub