Economia Alemanha investiga cinco grupos petrolíferos suspeitos de cartel

Alemanha investiga cinco grupos petrolíferos suspeitos de cartel

As autoridades alemãs da concorrência revelaram hoje que estão a investigar cinco grupos petrolíferos e operadores de estações de serviço por suspeitas de estarem a impedir a concorrência, o que prejudica os pequenos operadores independentes.
Andreia Major 04 de abril de 2012 às 13:18
As autoridades alemãs anunciaram hoje que estão a investigar cinco grupos petrolíferos por suspeitas de obstaculizarem a concorrência. As empresas em questão são a BP-Aral, a Esso, a Jet, a Shell e a Total, de acordo com o AFP.

A investigação surge num período em que se tem assistido à escalada dos preços dos combustíveis na Europa.

O processo teve início após uma “série de queixas de operadores independentes de estações de serviço sobre os preços destes cinco grupos”, que têm as suas próprias marcas de estações de serviço, bem como refinarias, das quais dependem os seus concorrentes.

Os distribuidores independentes representam um terço do mercado, segundo a AFP.

“Em vários casos, as estações de serviço independentes relataram que tiveram de comprar gasolina ou gasóleo a estes cinco grupos a preços superiores ao que eles cobravam nas bombas das suas próprias estações de serviço”, de acordo com o serviço federal alemão da concorrência.

Esta já não é a primeira tentativa das autoridades para tentarem contrariar o oligopólio destes cinco grupos petrolíferos, porém até ao momento estas nunca conseguiram condená-los por concertação de preços.

“É um processo contínuo, mas que não tem nada de fácil, pois o alvo move-se: os preços mudam continuamente”, explicou à AFP um porta-voz da autoridade alemã da concorrência.

“Antes do anúncio de hoje, fizemos um importante trabalho de preparação e agora trata-se de estas cinco empresas responderem a certas questões e fornecerem-nos certos documentos num prazo preciso, que não posso revelar”, continuou.

“Se estas práticas se confirmarem, trata-se de evitar que se repitam. Não é possível que sejam multadas ao abrigo deste procedimento”, concluiu o porta-voz.

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