Economia Alentejanos são os mais produtivos em Portugal

Alentejanos são os mais produtivos em Portugal

O Alentejo Litoral é a região portuguesa com o nível mais elevado de produtividade do país, tendo ultrapassado Lisboa em 2014. Os motivos estarão relacionados com a localização da refinaria de Sines.
Alentejanos são os mais produtivos em Portugal
Bruno Simão
Nuno Aguiar 22 de dezembro de 2016 às 22:00
Os alentejanos que residem no litoral são os portugueses mais produtivos, tendo ultrapassado a Área Metropolitana de Lisboa. A posição é alcançada, em grande parte, devido à refinaria da Galp, em Sines. Ao mesmo tempo, a coesão territorial de Portugal tem vindo a aumentar nos últimos 15 anos.

Os dados foram publicados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A produtividade é medida através da relação entre o produto interno bruto (PIB) e o emprego.

Isto é, aquilo que é produzido e o número de trabalhadores necessários para o conseguir, permitindo identificar as regiões são mais ou menos produtivas face à média nacional.

Tendo em conta que o nível médio em Portugal é 100, valores acima revelam regiões mais produtivas e abaixo regiões menos produtivas. No topo do ranking, de 2014 está o Alentejo Litoral, com um índice de produtividade de 126,9%, ligeiramente acima da A. M. Lisboa, com 126,8%.

Do lado oposto do espectro, o Douro continua a ter o valor mais baixo, com 61,3%, tal como em 2013.

O desempenho do Alentejo Litoral é justificado pelos técnicos do INE com "actividades económicas com elevado rácio capital/trabalho na zona de Sines".

Embora não seja directamente nomeada, a referência aponta para a refinaria da Galp, em Sines. Um gigante num tecido empresarial português constituído essencialmente por pequenas empresas.

Este bom resultado acaba por arrastar todo o Alentejo, que apresenta uma produtividade equivalente a mais de 102% do total nacional. O Litoral e o Baixo Alentejo estão entre as regiões mais produtivas do país e o Alentejo Central na metade de baixo da tabela. O Alto Alentejo está na mediana.

O PIB per capita – produção dividida pelo número de residentes do país ou da região – permite tirar muitas das mesmas conclusões da produtividade, embora com diferenças. Lisboa destaca-se claramente de todas as regiões do país e o Alentejo Litoral surge em segundo lugar. O Algarve estava também acima da média nacional em 2014.

Neste indicador, Tâmega e Sousa é a região com o nível mais baixo do país.

Numa análise de grandes regiões (divisão por NUTS II), a produtividade é inferior à média nacional no Norte, Centro, Açores e Madeira. "Note-se, no entanto, que a produtividade aparente do trabalho no Alentejo supera a média nacional  (102,3) não obstante apresentar um índice do PIB per capita relativamente inferior (90,4)", pode ler-se no INE.

Ao mesmo tempo, os últimos anos trouxeram um reforço a coesão regional do país. Os dados do INE mostram que há menor disparidade tanto do PIB per capita como da produtividade. Entre 2013 e 2015, a dispersão média de ambos os indicadores caiu de 20,4% para 19,2% e de 17% para 15,9%, respectivamente. Recorde-se que em 2000, estes valores ultrapassavam os 23% no caso do PIB per capita e os 21% na produtividade. "Pode concluir-se que o grau de coesão tem vindo a aumentar", explica o INE.



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mais votado TinyTino 23.12.2016

Era bom que os portugueses aprendessem que produtividade e esforço não são a mesma coisa. Produtividade resulta do nível de produção como função das horas de trabalho. O problema da produtividade não se resolve, ao contrário do quemuito boa gente quer fazer crer aumentando o n° de hiras trabalhadas. Antes pelo contrário. A produtividade aumenta-se apostando na diferenciação de qualidade de produtos e serviços, que permitiem cibrar ao cliente um preço mais alto ou em alternativa com a redução de custos através de automatização de ssitemas de produção e processos. Pelos comentários se verifica a ignirância que ainda grassa por este país. Parabéns ao desenvolvimento alentejano que continua a dar cartas!

comentários mais recentes
Ciifrão 25.12.2016

Esta mania de ler dados de forma mentirosa é uma tragédia que persiste no nosso tempo, enganados com informação supostamente sem margem para equívocos. Recordo a história de duas pessoas há volta de mesa com um frango, que uma delas comeu, a média dá meio frango para cada uma. Os dados, apresentados assim, não referem que uma das pessoas não comeu.

Anónimo 24.12.2016

Estamos fritos! é desta que os Alentejanos vão pedir a independência . Eu sou do norte , mas vou já pedir dupla nacionalidade, Quero ser Alentejano.

rui 24.12.2016

"Eles n têm culpa de terem produtos de alto valor de mercado." Caro Sr. Anonimo temos culpa sim senhor, trabalhamos para isso, amigo.

pertinaz 24.12.2016

CONCORDO......

ANTES ALENTEJANOS QUE OS ESTUPORES QUE DESGOVERNAM O PAÍS

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