Imobiliário Alojamento local acusa Governo de "aleatoriedade fiscal"

Alojamento local acusa Governo de "aleatoriedade fiscal"

O alojamento local vai pagar mais em impostos, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2017. O sector critica a falta de explicações para a subida e teme o que possa vir a acontecer no futuro.
Alojamento local acusa Governo de "aleatoriedade fiscal"
Bruno Simão/Negócios
Wilson Ledo 18 de Outubro de 2016 às 13:01

A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) acusa o Governo de "aleatoriedade fiscal" no agravamento dos impostos que incidem sobre quem presta serviços de alojamento a turistas.

 

A proposta de Orçamento do Estado para 2017 prevê que esta actividade passe a pagar IRS e IRC sobre 35% das vendas, contra os 15% actuais.

 

Mais do que o aumento do imposto, "o que mais ressente o mercado é não entender as motivações e qual pode ser a evolução futura", posicionou o presidente da ALEP, Eduardo Miranda.

 

O responsável falava esta terça-feira, 18 de Outubro, na segunda edição do Observatório: O Imobiliário em Portugal, uma iniciativa do Jornal de Negócios e da Century 21.

 

Eduardo Miranda lembrou que o sector do turismo é uma "rede muito fina" que pode ser quebrada com qualquer instabilidade, como a fiscal. "Como um todo, temos de agir estrategicamente", afirmou.

 

O representante do alojamento local acredita que os conflitos causados por esta actividade junto da população local são escassos. "O impacto [mediático] é muito menor que a realidade. Mas se deixarmos a bolha crescer, ganha proporções desmedidas", lamentou.

 

Uma vez que "o importante para o turismo é a diversidade", o envolvimento com as comunidades é apresentado por Eduardo Miranda como a chave para tentar solucionar estas situações. 

(Notícia corrigida às 16:55. É substituída a expressão "arrendar" a casa a turistas para "prestar serviços de alojamento", concretizando o âmbito de actividade do alojamento local)




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